Grife encarece materiais escolares

Listas nas mãos e olhos atentos aos preços. Este comportamento é comum entre os pais que, neste período do ano, fazem maratona nas papelarias para economizar na compra de material escolar. As prateleiras estão lotadas de cadernos, fichários e canetas com temas e personagens, produtos que fazem a alegria de crianças a universitários, mas que também podem custar até três vezes mais.

Apesar da crise mundial não ter influenciado o setor com grandes reajustes de preços, os pais ainda acreditam que pesquisar e impor limites aos filhos na hora das compras são as melhores maneiras de economizar. É o caso da dona de casa Claudete Gomes Costa, mãe de um menino de 5 anos que vai ingressar na primeira série do ensino fundamental neste ano.

Antes de comprar, Claudete pesquisou preços em quatro estabelecimentos. “Percebi que os preços não variam muito de um local para o outro, mas o valor entre um produto mais simples e um com personagens é grande”, afirma.

Para não estourar o orçamento, a dona de casa, que prevê gastar R$ 250,00 com a compra do material escolar, foi sozinha às compras. “Ele (o filho) gosta dos produtos com personagens, com desenhos, e isso certamente vai encarecer (a compra). Por isso, vim sozinha e vou comprar o que estiver dentro do orçamento programado. Mas também vou tentar fazer o gosto dele”, revela.

Neste ano, os produtos da marca Hot Wheels são os preferidos entre os meninos, e a personagem Pucca ainda é a sensação entre as meninas. “Além disso, os tradicionais como a Barbie ainda têm saída garantida”, afirma o gerente de uma livraria localizada no Centro da cidade, Nilo Sérgio Alves Júnior. “Além disso, algumas marcas investiram em antigos personagens na tentativa de atrair os pais. Personagens como Moranguinho e Querido Pônei estão sendo relançados”, acrescenta.

Aroma no papel

Outra novidade são os produtos com cheiro, como os cadernos com aroma de morango e chocolate. “As empresas adotam as mais variadas estratégias, vale tudo para atrair os consumidores”, afirma Nilo.

De acordo com ele, na compra do material escolar básico, que inclui lápis, borracha, caderno, lápis de cor, entre outros produtos, se o consumidor optar pelos produtos que não são de marcas famosas vai gastar em torno de R$ 30,00. Os que preferirem grife podem gastar até R$ 70,00.

“Isso sem contar os livros didáticos, que nem sempre estão inclusos na lista. Além disso, outros produtos podem encarecer a compra, como a mochila que chega a custar mais de R$ 100,00 e os fichários - preferidos entre os jovens -, que são bem mais caros do que os cadernos convencionais”, explica. “Dentro da linha dos materiais básicos, a variação entre um produto comum e um da moda pode chegar a 50%”, complementa.

De acordo com o proprietário de uma papelaria localizada no Jardim Bela Vista, Henrique Salgado Neto, em média os produtos básicos sofreram reajuste de 7%. “Em contrapartida, existem produtos que hoje estão mais baratos do que se comparado com o ano passado”, revela.

A expectativa de aumento nos preços do material escolar levou muitos pais de estudantes de Bauru a anteciparem a compra. “Nossos produtos não tiveram reajuste, mas o movimento em dezembro foi grande”, revela a gerente de outro estabelecimento localizado no Centro, Mariana Castanheira Diniz.

“Tudo está dentro da normalidade dos anos anteriores. O que há são especulações de um possível aumento no valor dos produtos devido à crise, mas nada de concreto. Em dezembro, o movimento foi mais intenso, principalmente entre os pais que queriam sair do tumulto e não deixar tudo para a última hora. Quem compra antecipado consegue pesquisar e também é melhor atendido”, afirma Nilo Sérgio Alves Júnior.

Fonte: jcnet.com.br

seja o primeiro a comentar!