Se o slogan da campanha do prefeito eleito Rodrigo Agostinho (PMDB) pregava “Bauru no rumo certo”, a vitória do peemedebista nas eleições municipais de outubro passado leva o promotor da Cidadania, Fernando Masseli Helene, a acreditar que a cidade já “entrou nos eixos”.
E para ele isso já ocorreu desde a eleição de Tuga Angerami (sem partido), em 2004, portanto a mais de quatro anos.
Freqüência
Antes figura assídua nos noticiários por conta de um “caminhão de denúncias” – como ele mesmo diz – que chegava por dia no Ministério Público do Estado, Helene agora tem sido pouco acionado para investigar virtuais desmandos da administração pública bauruense.
“A cidade tomou um rumo. O município de Bauru está cumprindo as suas funções com a legislação e a Constituição Federal. O patrimônio público está sendo cuidado com mais zelo”, observa.
“Assim, o Ministério Público não tem porque ingressar em questões que estão corretas.”
Cai número de representações
O promotor, que há oito anos assumiu a pasta de Cidadania e Defesa do Patrimônio Pùblico, lembra, sem saudades, da época em que pipocavam escândalos na administração Nilson Costa (PR) e resquícios de denúncias da segunda administração do então prefeito Antônio Izzo Filho (sem partido).
“Nós chegamos a ter três, quatro representações por improbidade no mesmo dia. Foram mais de 200 ações civis públicas em quatro anos e mais de 500 procedimentos investigatórios também no mesmo período”, conta o promotor, que pediu a cassação do mandato do ex-prefeito Nilson Costa por improbidade administrativa.
Apesar dos elogios à austeridade do ex-prefeito Tuga Angerami (sem partido) e dos vereadores da legislatura que acabou em 31 de dezembro, Masseli preferiu não emitir opiniões sobre os resultados práticos do trabalho do Poder Executivo e do Legislativo.
“Na legalidade, foi uma administração [do Tuga Angerami] que não gerou problemas ao Ministério Público. Agora, em relação à administração em si, não tenho como mensurar. Isso faz parte da opinião da população”, opina.
Ministério Público não é ‘inimigo’
Mesmo após todo o caos político vivido na cidade, no final dos anos 1990 e no início da década atual, Fernando Masseli Helene nega que o Ministério Público tenha se tornado inimigo dos políticos da cidade.
“Eu acho que não dá para falar que éramos inimigos. Cada um tem a sua função legal e isso pode gerar confronto, mas não dá para falar isso [inimizade]”, garante.
Questionado sobre as seguidas consultas de Tuga Angerami (sem partido) ao Ministério Público para pedir opinião em diversos assuntos da administração pública, Helene disse que o órgão foi feito para ajudar a população.
“Não somos órgão consultivo, mas somos participativos. Efetivamente estamos aqui para ajudar a sociedade. Nas questões que são afetas às atribuições, os promotores estão disponíveis.”
Fonte: redebomdia.com.br
Na avaliação de promotor, Bauru está no rumo certo
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