Noroeste: ‘Professor’ Damião dá apoio ao elenco

Os jogadores do Noroeste assistiram a uma preleção especial, durante a reapresentação do elenco, ontem à tarde, no complexo Alfredo de Castilho. O presidente do clube, Damião Garcia, visitou o grupo e, numa conversa à portas fechadas, dentro do vestiário, manifestou seu incentivo e expectativa para uma campanha de sucesso no Campeonato Paulista.

Um bom desempenho na competição, cuja estréia noroestina está marcada para o dia 21, contra o Paulista, em Jundiaí, de acordo com o mandatário, está condicionado, principalmente, à “união e vontade de vencer”. “Time pequeno e grande é apenas fora de campo. Nas quatro linhas, são todos iguais. Vai ganhar quem tiver, desculpe o termo, culhões”, decreta.

Damião minimiza a diferença entre clubes grandes e pequenos com as campanhas alvirrubras nas duas últimas edições do Estadual, em que a equipe, além de figurar como vice-campeã do interior, em ambas as ocasiões, ainda deu trabalho aos chamados grandes, entre eles Corinthians e Palmeiras, derrotados pelo Noroeste. “Time grande, é relativo. É grande fora, dentro de campo ganha aquele que tiver mais dedicação e vontade de vencer”, reitera Garcia, que enaltece o grupo formado com anuência do técnico Ruy Scarpino. “Antecipei os parabéns para todos, porque tenho certeza de que vamos fazer um grande campeonato”, confia. “Pelo elenco que nós formamos e técnico que temos, estou certo disso”, anuncia.

O presidente ainda reiterou, em breve coletiva à imprensa concedida após o encontro com os atletas, que optou por permanecer a frente do Noroeste pelo temor que sente, no momento, de que o clube caia, em sua concepção, em “mãos erradas”. “Não gostaria de largar o Noroeste na mão de pessoas incompetentes”, dispara, ao criticar opositores. “Não sei por que são contra a gente. Nunca fui contra ninguém. Quero o melhor para a cidade e para o Noroeste”, desabafa.

Reforços

Pouco antes de atender à imprensa, Damião Garcia conversou ao celular com o atacante Otacílio Neto, atualmente no Corinthians e cogitado a retornar ao Noroeste para a disputa do Campeonato Paulista. Entretanto, assegura o presidente, o jogador dificilmente voltaria a Bauru. “Já conversamos com o Corinthians e há vários clubes interessados no Otacílio”, comenta. “O Fernando (Garcia, filho de Damião), falou com o Andrés Sanchez (presidente do Corinthians) que garantiu que não vai emprestá-lo”, detalha o mandatário.

Para hoje está marcada a apresentação de cinco reforços. Chegam ao Noroeste o zagueiro Felipe (ex-Ituano), o atacante Viola (ex-Penapolense), os volantes Júlio Terceiro (ex-América-RN) e João Marcos (ex-Marília), além do goleiro Rodolfo, que também vem da cidade vizinha.

Os novos jogadores chegaram a participar de um trabalho físico com o restante do elenco, que treinou ao lado do campo principal do estádio Alfredo de Castilho, ontem à tarde. A apresentação dos reforços está prevista para as 10h, na sala de imprensa do clube. A diretoria não confirma, mas ainda poderão chegar ao clube, ao menos, mais um atacante, além de outro zagueiro. Quanto a prováveis saídas de jogadores, os nomes que possivelmente deixarão o Noroeste seriam conhecidos apenas no dia 9, quando o elenco viaja para Águas de Lindóia, onde o técnico Ruy Scarpino comandará a pré-temporada em vista a estréia no Estadual.

Entre os cotados para possível saída estariam o zagueiro Éder Monteiro, o volante Bruno Lança e o defensor Pablo, em vias de possível liberação para integrar a equipe do Sertãozinho, que disputará a série A-2 do Paulista.

Na reapresentação de ontem, estiveram ausentes apenas o meia Amaral, recém-contratado junto ao Vila Nova, e o zagueiro Bonfim, que volta de empréstimo junto à Ponte Preta.

Categorias de base

Ainda durante a entrevista coletiva, Damião Garcia falou sobre o possível fim dos trabalhos nas categorias de base do clube. Apesar de manifestar interesse em prosseguir com a formação de jogadores desde as etapas “infantil” e “juvenil”, Garcia admitiu que esses estágios na formação de atletas não trazem retorno financeiro aos clubes. “Tocar hoje infantil e juvenil é meio difícil”, argumenta. “Com os juniores é diferente”, considera. “Não há garantia nenhuma. Você forma os meninos, gasta um dinheirão e, de repente, os que despontam vão embora. O futebol está sem garantia nenhuma”, lamenta. “Mas vou conversar com o Fernando. Pretendo continuar”, pondera.

Fonte: jcnet.com.br

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