2008 será lembrado no Noroeste como o ano em que o presidente Damião Garcia deixou o clube. Sim, porque Damião Garcia chegou a anunciar que sairia e a marcar o dia de seu afastamento. Uma clara renúncia. Chegou-se a pensar e falar sobre o Noroeste em uma era pós-Damião. No final de muita turbulência e incertezas, o mandatário noroestino reviu sua posição e continua no comando do clube, auxiliado por seu filho Fernando Garcia. Para os críticos, mais um jogo de cena da família Garcia; para os simpatizantes, um motivo para respirarem aliviados.
Fernando Garcia, aliás, foi o pivô de toda a efervescência que marcou o clube em 2008. Auxiliando seu pai nos investimentos do futebol noroestino, após a desclassificação na Série C, torcedores se manifestaram e pediram sua saída, com direito a protestos e pichações nos muros do Alfredão. Chateado, Fernando primeiro se afastou do cargo de diretor financeiro e, depois, anunciou seu desligamento do custeio da equipe, deixando seu pai sozinho para manter o clube. Damião, magoado pelas críticas ao filho e alegando falta de capacidade para manter a estrutura sem ajuda de Fernando, anunciou, em novembro, seu afastamento para o dia 1 de dezembro. Ao mesmo tempo, o presidente e vice do Conselho Deliberativo, Francisco Miraglia Simões Barbosa, o Kiko, e Luiz Guilherme Miraglia Barbosa, respectivamente, e o vice-presidente do clube, João Bidu, também renunciaram.
Os dias seguintes foram de indefinição e dúvidas. O técnico Luiz Carlos Martins, que já iniciara o planejamento para o Paulistão, acabou deixando clube. O suspense se arrastou até 6 de dezembro, quando a família Garcia teve aprovado pelo Conselho Deliberativo seu desejo de ficar com os direitos de todos os jogadores do elenco noroestino para seguir no comando alvirrubro. Assim, o clube, com os Garcia à frente, iniciou seu planejamento para a próxima temporada com promessa de montar uma equipe competitiva e manter o bom retrospecto dos últimos anos no Campeonato Paulista. O técnico Ruy Scarpino foi contratado e trabalha na montagem do elenco. Porém, o segundo semestre é uma incógnita, já que o acordo firmado entre os Garcia e clube tem duração de apenas seis meses.
Fonte: jcnet.com.br
Noroeste vive ano marcado por ebulição administrativa
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