Os 16 vereadores de Bauru já empossados tem um patrimônio declarado à Receita Federal menor do que aqueles que encerram o mandato em 31 de dezembro.
Levantamento do BOM DIA nos documentos entregues à Justiça Eleitoral pelos parlamentares eleitos revela que, somados, os novos “representantes” da população tem um patrimônio de R$ 4.825.187.
Já os vereadores que ficaram no poder nos últimos quatro anos disseram ter um patrimônio de R$ 8.352.532, 57% a mais que os “novatos”.
Para poucos
A maior parte do dinheiro está concentrada nas mãos de poucos. Dos parlamentares que tomaram posse, o mais rico é o médico Paulo Eduardo de Souza (PSB). Ele disse ter bens que chegam a R$ 1,5 milhão (ver quadro ao lado).
O advogado José Roberto Segalla (DEM) aparece no segundo lugar com R$ 1,2 milhão de patrimônio. As duas fortunas representam 58,7% do total de bens declarados pela nova Câmara.
De novo
O mesmo aconteceu com a legislatura passada. Dos R$ 8,3 milhões de patrimônio de todos os
antigos vereadores – e dos três que conseguiram a reeleição – quase a metade (R$ 4 milhões) pertencem ao tucano João Parreira (PSDB).
O outro “endinheirado” do mandato anterior era Antônio Garms (PTB). Em 2004, quando entregou a última declaração de bens à Justiça Eleitoral (ele não foi candidato em 2008), Garms afirmou ter patrimônio de R$ 1,6 milhão.
Outros dois parlamentares tem mais de meio milhão de reais de patrimônio. O arquiteto Jurandyr Bueno disse ter R$ 852 mil em bens. Já o tucano Marcelo Borges R$ 666 mil.
Pastor perde bens em quatro anos
Pastor Luiz (PTB) informou à Justiça não ter bens em seu nome. Mas em 2004 o parlamentar afirmou possuir imóvel de R$ 30 mil.
Entre os ricos, parte do dinheiro está investido em carros, imóveis e bancos. Segalla, por exemplo, tem quatro veículos, três terrenos, e dois imóveis. Paulo Eduardo tem cotas de participação em várias empresas, oito imóveis e um carro importado. Entre o patrimônio de Jurandyr Bueno estão obras de arte no valor de R$ 60 mil.
Prefeito tem caminhonete em seu nome
O novo prefeito de Bauru, Rodrigo Agostinho (PMDB), declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio calculado em R$ 30 mil.
Ele disse ter somente uma caminhonete 1997 financiada no valor de R$ 20 mil e um Jeep 1958 que custa R$ 10 mil.
Já a vice-prefeita Estela Almagro (PT) afirmou não ter nenhum bem em seu nome. Em 2006, quando foi candidata derrotada à deputada estadual, Estela afirmou ter um celular no valor de R$ 500.
A entrega da declaração de bens dos candidatos a cargos eletivos é uma exigência do Tribunal Superior Eleitoral. Os valores, no entanto, não são fiscalizados pela Justiça.
Fonte: redebomdia.com.br
Nova Câmara é mais ‘pobre’ do que a antiga legislatura
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