‘Novo governo não falou a que veio’, ataca Borges

Vem do vereador Marcelo Borges (PSDB), líder informal da oposição, a primeira crítica contundente ao prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), que assumiu o cargo há nove dias.

“Até agora este governo não falou a que veio”, disse ontem o tucano. “Assumiu há quase dez dias e não tem projeto para a cidade.”

Mutirão de limpeza, reuniões com os secretários e representantes de segmentos organizados da população e avaliação de obras e projetos deixados pela administração passada foram as principais ações do novo governo na primeira semana.

Para Borges, por enquanto a situação continua como antes, na gestão do ex-prefeito Tuga Angerami (sem partido), a quem também fez oposição. “Vai levando, arrumando aqui, ali...”, critica. “Os assuntos encaminhados são os mesmos da administração anterior.”

O vereador ataca, por exemplo, a informação de que não será possível reformar ou construir todas as escolas previstas no plano de obras da Secretaria da Educação. Para ele, se a prefeitura não tem estrutura, precisa tomar a decisão de terceirizar serviços.

Para demista, início é razoável
A disposição crítica de Borges não é compartilhada por todos os vereadores eleitos por partidos de oposição à nova administração. Pelo menos neste momento, de início de governo.

José Roberto Segalla (DEM), por exemplo, acha que a primeira semana de Rodrigo Agostinho na prefeitura foi razoável, apesar de não ter visto ainda nenhuma ação concreta.

“Gostei da movimentação, dele chamar o pessoal para o trabalho”, justifica. “Tomara que continue com esse pique. Acredito que ele tem boa vontade. A expectativa é boa.”

Luiz Carlos Bastazini, o Carlinhos do PS (PP), quer esperar pelo menos um mês para avaliar. Mas não dispensa um comentário positivo: “Ele está trabalhando. A coisa começa a andar”.

Cauteloso, Natalino da Silva (PV) diz estar na expectativa, assim como os moradores da Pousada da Esperança, que ele representa. “É uma região desprovida, com ruas totalmente esburacadas”, lembra.

A posição é de apoiar o novo governo, mas também cobrar quando for necessário. “Temos pressa”, reforça o parlamentar “verde” sobre a situação da região que o elegeu ano passado para o primeiro mandato.

Fonte: redebomdia.com.br

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