O presidente da Câmara, Pastor Luiz Barbosa (PTB), visitou ontem o promotor Fernando Masseli Helene, autor dos dois processos no qual ele responde por improbidade administrativa.
Masseli investigou as supostas viagens particulares feitas por Pastor Luiz com o carro do Legislativo. Ele concluiu que houve abuso no uso do veículo oficial. Pastor Luiz é acusado de ter rodado mais de 9 mil quilômetros com o carro da Câmara irregularmente.
Nas ações, que correm na Vara da Fazenda Pública, o promotor pede a cassação dos direitos políticos do presidente da Câmara, o que, se for aceito pelo juiz, pode levar à cassação do seu mandato.
Durante os 40 minutos que permaneceu na sede do Ministério Público, Pastor Luiz ou mesmo Masseli não falaram sobre os processos – também acompanharam o encontro os promotores Gustavo Zorzella Vaz, Libório Nascimento e Luiz Eduardo Sciuli de Castro.
Pastor Luiz disse que o motivo da visita era colocar o Legislativo à disposição do Ministério Público.
“Queremos estreitar esse relacionamento da Câmara com todos os poderes constituídos pensando no desenvolvimento da cidade”, disse.
Perguntando se a visita era uma resposta àqueles que o criticam pelos processos das viagens, Pastor Luiz negou e afirmou nem estar pensando no assunto.
“O promotor tem que cumprir o ofício dele. Isso aí é uma questão que está lá. Não vou nem falar sobre isso. O processo está na Justiça. Só estou aqui cumprindo o papel de presidente.”
Masseli elogia iniciativa, mas diz estar atento
O promotor Fernando Masseli Helene procurou não polemizar sobre os processos movidos por ele próprio contra o presidente da Câmara, Pastor Luiz Barbosa.
Ao retribuir as gentilezas do vereador, Masseli – e os demais promotores – colocou o Ministério Público à disposição do Legislativo. “Uma coisa não se confunde com outra. Eu acho que o Ministério Público deve ser participativo em toda a sociedade, sem se esquecer das suas funções constitucionais”, afirmou.
Sobre os processos, Masseli ressaltou que a Justiça ainda não se pronunciou e, até que se prove o contrário, Pastor Luiz é inocente, mesmo após ele próprio ter encontrado indícios suficientes para apresentar a representação.
“Ainda que nós entendamos a necessidade de processar alguém, não podemos confundir porque ainda não temos uma decisão final”.
O promotor deixou claro, porém, que a boa relação entre os poderes não deve se confundir com omissão.
“A cada fato, o Ministério Público deve analisar o caso e, se houver alguma ilegalidade, acionar a pessoa ou o administrador.”
Fonte: redebomdia.com.br
Pastor Luiz visita promotor, mas se cala sobre viagens
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