O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) comentou ontem que é “natural que a liderança do Executivo na Câmara seja exercida pelo representante do meu partido, o vereador Renato Purini”. O papel de mediador das propostas do Executivo entre os colegas esteve ameaçado em função de Purini ter articulado seu nome à presidência da Casa. Com a desistência à vaga, Agostinho disse ontem esperar contar com o representante da legenda na interlocução.
“Considero que o natural é o Renato (Purini) desempenhar esse papel de liderança do governo por ser também do PMDB e por ter experiência como ex-presidente da Casa. Mas vamos dialogar muito com a bancada sempre que preciso e também com os vereadores da oposição para os projetos importantes para a cidade”, profetizou Agostinho.
Para tentar diminuir a distância entre os poderes e evitar ruídos na relação, o prefeito também decidiu que ele é quem atenderá os edis. “Vereador vai falar direto com o prefeito. É o representante da população e tem de ter acesso direto”, prometeu.
Mesmo esperando relação apertada na divisão dos votos da bancadas, o jovem prefeito diz não se preocupar com eventuais dificuldades em aprovar projetos. “Vou apostar no diálogo com os vereadores, explicando os projetos importantes e ouvindo sugestões. Apostar no diálogo para acordo, sempre que preciso, é o melhor caminho“, abordou.
A rigor, o Executivo terá sete integrantes de bancadas do lado da oposição, se considerarmos o agrupamento e as indicações de postura política do DEM (dois vereadores), PSDB (três) e PPS (dois). Além disso, o prefeito terá de contar com articulação e boa vontade junto ao PV, cuja vaga única na Câmara tem da direção partidária a pregação de independência ao invés de aproximação com a administração.
A outra metade da composição da Casa de Leis é mais próxima do governo. Porém, uma vaga é do presidente do Legislativo, Pastor Luiz Barbosa (PTB), cuja participação em votações só ocorrerá em situações especiais como os casos de desempate e mudanças na Lei Orgânica Municipal (LOM). Ou seja, no plenário, o prefeito tem teoricamente sete votos próximos ao Palácio das Cerejeiras e outros sete mais distantes, sem contar o pêndulo que pode ser exercido pelo PV. Em casa de número par de integrantes (16), o plenário é ímpar.
Fonte: jcnet.com.br
Rodrigo quer Purini líder na Câmara
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