Eleito vice-prefeito para o governo de Tuga Angerami (sem partido), Renato Purini (PMDB) surgia em 2005 como liderança natural para a sucessão municipal seguinte.
Nomeado presidente da Emdurb, viu sua situação política se complicar com um anúncio precipitado e até hoje mal explicado da terceirização da coleta do lixo. Jogado aos “leões” pelo próprio Tuga, Purini ficou um ano e meio no cargo e pediu demissão após não resistir a pressão.
A partir daí se exilou. Se afastou de Tuga, sumiu dos holofotes e virou um vice-prefeito de mentirinha, que só constava no holerite da prefeitura.
Apesar de toda a exposição negativa nos últimos quatro anos, ele foi eleito vereador pelo PMDB e retorna à Câmara já com o status de líder do governo Rodrigo Agostinho (PMDB).
Considerado fundamental na vitória do vereador Pastor Luiz Barbosa (PTB) à presidência da Câmara, Purini deixou claro que vai tentar dar as cartas novamente.
Ele não gosta de falar sobre o passado, mas acusa “membros do gabinete de Tuga”, sem citar nomes, que tentaram derrubá-lo.
‘Eu volto em condições melhores’
Eleito vereador com 2.484 votos para a Legislatura atual, Renato Purini considera que é o “maior vencedor” entre os colegas de Câmara.
“Eu volto em condições melhores em relação à outra eleição que venci para a Câmara. Eu me considero um dos maiores vencedores dessa eleição. Alguns dos que tentaram me prejudicar estão fora da política. A resposta está nas urnas”, observa Purini.
Além da volta, o atual líder do governo derrotou Marcelo Borges (PSDB), na articulação das candidaturas à presidência da Casa de Leis.
Apesar disso, prefere não polemizar com o líder da oposição. “Não digo que venci o Marcelo Borges. Tanto que eu tinha colocado meu nome à disposição e não pedi o voto do Pastor Luiz (PTB)”, explica.
“Depois que houve o possível empate, o Amarildo [de Oliveira, PPS] venceria. Então, o Pastor conversou com a presidência do seu partido e foi eleito presidente”, diz.
Apesar do período de ostracismo na política bauruense, Purini garante que nunca pensou em desistir da política. “Eu e minha família temos um nome de serviços prestados a Bauru”, justifica. “Essa eleição era um desafio para mim. Tinha que provar para mim mesmo que poderia voltar à Câmara.”
Fonte: redebomdia.com.br
Sacrificado na gestão Tuga, Purini recupera articulação
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