Mesmo sem casos de febre amarela silvestre, Bauru e os 37 municípios que compõem a região (veja quadro nesta página) foram incluídos pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo na zona considerada de risco de contágio da doençaque pode matar. A recomendação para quem mora ou vai passear nas áreas ribeirinhas e próximas às matas destes 38 municípios é tomar a vacina.
Isso porque o habitat do mosquito transmissor da febre amarela silvestre, o Haemagogus, é região de mata próximo a córregos. A vacina, oferecida gratuitamente em todas as unidades de saúde, deve ser tomada pelo menos dez dias antes da viagem à zona de risco. Bauru e região foram incluídas na zona de risco da febre amarela porque no ano passado foram comprovadas mortes pela doença em macacos das matas de São José do Rio Preto, a 230 quilômetros de Bauru.
Segundo dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a zona rural de Bauru possuía 5.622 moradores. A Secretaria de Saúde orienta essas pessoas, que ainda não tenham tomado a vacina ou já tenham se imunizado há mais de dez anos, a procurar uma unidade de saúde.
Segundo a Secretaria do Estado da Saúde, a população da área urbana não precisa ser vacinada, pois o mosquito transmissor da febre amarela silvestre não vive nas cidades. Mas quem mora na cidade e costuma ir para zona rural também deve ser imunizado a cada dez anos.
A Secretaria Municipal de Saúde confirma que em Bauru não há registro de ocorrência de febre amarela silvestre, mas que diante da inclusão da cidade na área de risco da doença está definindo estratégia para vacinação. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a população será avisada quando e onde ocorrerá a campanha.
O empresário Antônio Gervásio de Oliveira, que mora em Bauru, não vai precisar participar da campanha porque já está imunizado. “Viajo por lugares onde há muito mosquito, não só nas proximidades de Bauru, mas por esse imenso Brasil”, conta. Pescador, ele percorre o País em busca de peixes e aventuras. Ele diz que não se arrisca e que sua vacina contra a febre amarela está em dia. “Há muitos mosquitos nas beiras dos rios, mas estou vacinado contra eles”, diz.
Pessoas imunodeprimidas, portadoras de doenças que afetam o sistema imunológico do organismo, como a aids, por exemplo, não devem tomar a vacina contra a febre amarela. Nesses casos, a vacinação é contra-indicada porque pode provocar reações graves, levando até mesmo à morte, alerta aSecretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
O órgão frisa que não há motivos para pânico ou alarde porque não há epidemia da doença no Estado. A Secretaria de Estado da Saúde ressalta que se trata de uma campanha preventiva. Além dos casos de macacos que morreram em São José do Rio Preto, um morador de São Carlos morreu por febre amarela silvestre, contraída em região de mata, no ano passado. Devido à essa morte, a região de Araraquara, com 11 municípios, foi também colocada em alerta, pela proximidade com São Carlos.
“A vacinação é a única medida que temos para evitar a dissiminação da doença. Por isso é muito importante que as pessoas que vão para essas regiões tomem a vacina com, pelo menos, dez dias de antecedência”, afirmou Helena Sato, coordenadora de imunização da Secretaria de Estado Saúde.
Fonte: jcnet.com.br
Saúde recomenda vacina contra febre amarela
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