Deve começar na primeira quinzena de janeiro a construção de uma estação que tratará esgoto de aproximadamente 6 mil pessoas na região do campus da Unesp (Universidade Estadual Paulista).
A instituição assinou um contrato de R$ 463,9 mil com a Walp Construção e Comércio, responsável pela obra. A expectativa da empresa é mobilizar 20 trabalhadores entre engenheiros, pedreiros, operadores de máquina, motoristas, eletricistas e paisagistas.
A assinatura ocorreu no último dia 22. Também serão tratados dejetos do 4° Batalhão da Polícia Militar e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), vizinhos do campus. A previsão é que a construção dure seis meses.
Waldomiro Moreira Filho, sócio-proprietário da empresa habilitada na licitação, já tem a maioria dos funcionários contratados.
“É uma obra importante para o município, é o começo do tratamento de esgoto na cidade. Queremos manter o cronograma e entregar a estação em junho”, afirma ele, que recentemente construiu uma unidade dos Correios na Vila Pacífico. Até 20 de dezembro a empresa tocava 22 obras de engenharia civil, elétrica e hidráulica, explica.
A Walp tem no seu portfólio obras maiores, entre elas a impermeabilização de 33 mil metros quadrados (área equivalente a três campos de futebol) de uma lagoa no município de Salto Grande, a 133 quilômetros de Bauru.
Parceria irá financiar todo o projeto
A expectativa da Unesp é tratar esgoto em Bauru antes do próprio município, afirma Henrique Monteiro, presidente do campus.
Para isto a instituição levantou R$ 700 mil – recursos de sua Reitoria, da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e do Banco Real – com este último, uma PPP (Parceria Público-Privada).
A estação de tratamento ficará depois do CTI (Colégio Técnico Industrial), no fim da avenida Nações Unidas e perto da rodovia Bauru–Jaú (SP-225).
Ela deverá ser no padrão alagados, um modelo europeu para municípios com até 15 mil habitantes, informa Henrique.
Também estão previstos empreendimentos anexos: um parque de educação ambiental e laboratórios para mostrar a qualidade da água, abertos à visitação pública. Os locais ainda servirão a alunos do mestrado em engenharia civil.
Atualmente o esgoto da Unesp é bombeado contra a gravidade e lançado in natura no córrego Água Comprida, que margeia o sambódromo, no Núcleo Geisel. O DAE (Departamento de Água e Esgoto) prepara no local uma seqüência de tubos interceptores que no futuro levarão os dejetos até a estação municipal a ser construída no Distrito Industrial. A licitação dessa obra, porém, ainda não foi aberta.
Fonte: redebomdia.com.br
Unesp começa a construir estação para tratar esgoto
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