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Em discurso agressivo, em que não pronunciou nomes mas fez vários ataques, o vereador Clemente Rezende (DEM) começou ontem, em plena tribuna da Câmara, a campanha eleitoral do segundo turno. Ele é vice do candidato a prefeito Caio Coube (PSDB).
Com palavras claramente direcionadas ao também vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), rival de Caio no segundo turno, Clemente criticou as pessoas que parecem camaleão e pediu que a polícia investigue denúncias de bombas caseiras colocadas em máquinas industriais e uso de animais empalhados para simular necessidade de proteção ambiental em áreas de matas.
“Procurem os BOs. Está tudo registrado. Cabe à polícia investigar”, disse.
Num aparte, o vereador José Carlos Batata (PT), aliado de Rodrigo na campanha, acusou Clemente de começar o segundo turno “da pior maneira possível” e com ataques pessoais.
“Se a carapuça está servindo, o senhor que vista”, respondeu o candidato a vice, lembrando que não havia citado nenhum nome.
Rodrigo foi mais duro. “Nunca usei a minha imunidade parlamentar. Sempre que precisei denunciar alguma coisa fui à Justiça”, respondeu.
O candidato afirmou ser contra ataques pessoais na campanha e, olho a olho com Clemente, que tentava um aparte, disse que não aceitará ser atacado.
“Em todo primeiro turno eu lhe poupei”, ameaçou. “E até outro dia o senhor me convidava para ser o seu candidato a vice”, completou. Sem microfone, Clemente respondeu que não fez o convite. “Os jornais são testemunhas”, rebateu o peemedebista.
O discurso de Clemente também provocou a reação de Majô Jandreice (PC do B), que criticou o uso da Câmara para os discursos típicos de disputa eleitoral.
Fonte: redebomdia.com.br
Candidatos abrem segundo turno com ataques na Câmara
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