Sem reeleição, vereadores analisam derrota e futuro

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No final do sexto mandato, o vereador João Parreira (PSDB) fez ontem sua despedida da vida pública. Ele não foi reeleito e, abatido, sequer circulou pelo plenário, como costuma fazer nas reuniões políticas. “Procurei fazer o melhor. Acertei muitas vezes, errei muitas vezes”, discursou. Para Parreira, os novos vereadores vão oxigenar o Legislativo.

Não foi o único a precisar digerir a derrota. Apenas três vereadores – Marcelo Borges (PSDB), Pastor Luiz (PTB) e José Carlos Batata (PT) – conseguiram a reeleição. A renovação é de 80%.

Também abatida, Majô Jandreice (PC do B) disse que vai continuar suas atividades políticas, principalmente no segundo turno da eleição.
Lima Júnior (PP) foi à tribuna agradecer a família pela paciência nos últimos quatro anos. “Muitas vezes nos tornamos rabugentos”, disse, sobre as pressões do dia-a-dia de homem público.

Presidente da Câmara, Paulo Madureira (PP), também não reeleito, fez pronunciamento compreensivo. “A renovação era esperada”, opinou. Ele informou que ficará à disposição dos novos vereadores para prestar informações.

Eleito, Batata afirmou que esperava outra votação [ele obteve apenas 1.801 votos]. “É evidente que as urnas mandaram um recado”, disse. “Mas em alguns casos os números foram injustos, não acompanharam o trabalho dos vereadores”.

‘Não tem xexelento na Câmara’
O vereador Primo Mangialardo (PV) usou a definição da palavra xexelento para fazer, na tribuna, um protesto contra a eleição do apresentador Amarildo de Oliveira (PPS) para a Câmara.

Amarildo, eleito com 6.384 votos, usou o bordão “Bauru, chega de xexelentos” em sua campanha. Uma das definições para a palavra é ser implicante.

Na opinião de Primo, parlamentar que não quiser ser implicante é melhor não ter carreira política. “Não tem xexelento na Câmara”, disse. “E aquele que vê a Câmara como piada, que fique em casa”.

Primo, que não disputou a reeleição, prometeu cobrar os novos vereadores. Também insinuou que existem pessoas com interesse em conseguir salário para “tirar o nome do Serasa”.

Fonte: redebomdia.com.br

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