A Agência Reguladora dos Transportes de São Paulo (Artesp) informou ontem que a duplicação dos 63,7 km da rodovia Bauru-Ipaussu (SP-225) foi mantida no pacote de concessão do corredor Raposo Tavares. Mas a obra não sai imediatamente. O prazo é de 5 anos para iniciar a duplicação, com a promessa de conclusão até o sétimo ano da concessão, segundo informação da assessoria de imprensa.
O tempo entre o início e término da obra está vinculado à espera por aumento no volume de tráfego. A rodovia vai ficar sob concessão da Invepar OAS, que ofereceu desconto de 16,11% na tarifa teto calculada para pista dupla fixada pelo governo em 0,107910. A Rondon Oeste foi de 40% o desconto. Em números absolutos a proposta do consórcio foi de 0,090525 por quilômetro.
O início da operação das novas praças começam após 6 meses da transferência de controle. No estudo de viabilidade financeira a tarifa de pedágio estimada para pista simples é de R$ 3,35 para o km 251 de Piratininga e de R$ 4,14 no km 300 da SP-225. Após a duplicação, o preço se elevará a R$ 4,59 e R$ 4,68, respectivamente (sem o índice de correção de inflação que incide anualmente).
No edital consta a construção de marginais no trecho urbano de Bauru (do km 235 ao km 241 nos dois lados da pista. O investimento é para 2018 e 2019.
As praças de pedágio vão operar com cobrança de tarifa bidirecional, isto é, a cobrança em ambos os sentidos.
Segundo a Artesp, o sistema de arrecadação é baseado em praças tipo barreira, não permite a caracterização exata da extensão de estrada efetivamente utilizada pelo usuário, será adotado critério pelo qual cada pedágio corresponde a uma determinada extensão.
O valor obtido para a outorga, considerando as estimativas de entradas e saídas ao longo do período de concessão resultou em R$ 634 milhões a serem pagos em parcelas. A primeira é de R$ 126,800 milhões referente a 20% do valor da outorga fixa, a ser paga dias antes da assinatura do contrato. Depois são parcelas mensais, iguais e sucessivas, cada uma no valor de R$ 28,177 milhões. A 1ª parcela vence no último dia útil do mês seguinte à assinatura do contrato de concessão.
Após o leilão realizado anteontem a Artesp vai analisar a situação financeira e jurídica dos consórcios vencedores. Só depois disso ocorre a assinatura dos contratos. O corredor Raposo Tavares inclui a rodovia Orlando Quagliato (SP-327), que compreende os municípios de Bauru, Ourinhos, Assis e Presidente Prudente, com extensão de 444 quilômetros e mais de 389,8 quilômetros de estradas vicinais. O consórcio vai ter que investir R$ 1,803 bilhão.
Segundo o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), a rodovia vai ser recapeada e ganhar terceira pista. ”Após o aumento na circulação de veículos na rodovia está previsto o concessionário duplicar”, declarou ontem à noite o parlamentar tucano. Dados de 2006 do DER (Departamento de Estradas de Rodagens) apontam que o trecho de pista simples de 63,7 km tem média de 3.874 veículos por dia contra 9.851 do trecho duplicado entre Santa Cruz do Rio Pardo e o trevo da rodovia Castello Branco.
Fonte: jcnet.com.br
Concessão prevê SP-225 em pista dupla em 5 anos
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