Em Bauru, segundo turno começa com bate-boca e novas alianças

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Um dia após a definição do segundo turno entre Caio Coube (PSDB) e Rodrigo Agostinho (PMDB) na disputa da Prefeitura de Bauru, já teve início o embate entre os dois grupos políticos, conforme antecipou o JC na noite de domingo, ainda sob o impacto das urnas em apuração.

A discussão de ontem na sessão envolveu José Clemente Rezende (DEM), José Carlos de Souza Pereira Batata (PT) e Majô Jandreice (PC do B), vereadores que apoiam o peemedebista.

A perspectiva de que o debate iria se acalorar foi objeto de reportagem do Jornal da Cidade de ontem, com entrevistas publicadas por Clemente e por Estela Almagro (PT), vice de Rodrigo, em torno do que é fundamental para assumir a cadeira mais cobiçada do Palácio das Cerejeiras: experiência política ou maturidade.

O clima de ressaca pela não reeleição de seis vereadores foi interrompido quando Clemente fez uso da palavra no rol dos oradores para comentar, de forma genérica, que durante a campanha ouviu comentários de que pessoas teriam invadido propriedades particulares para colocar coquetel molotov em maquinário. Outra acusação foi de que esses supostos indivíduos puseram animais empalhados em área privada e tiraram fotos. O objetivo, segundo o demista, seria evitar que no local fosse feito desmatamento. Segundo ele, foram registrados boletins de ocorrência na Polícia, a quem caberia investigar os delitos de dano ao patrimônio.

Durante a fala de Clemente, Batata pediu aparte para discordar. “Não quero acreditar nisso. Começou o debate do segundo turno, que deve ser político e não pessoal”, esbravejou o petista.

O vice de Caio retomou a palavra e dirigindo-se ao vereador, disse: “o senhor distorce tudo. Não citei nome de ninguém. Se a carapuça está servindo, que vista então”. Assim que Clemente terminou o discurso, ele e Batata continuaram a discutir longe dos microfones.

Depois, aproveitando fala de Marcelo Borges (PSDB) de que é preciso discutir o orçamento e de onde sairá o dinheiro para os problemas da cidade, o petista pediu aparte e, de forma indireta, alfinetou Clemente. “O senhor está falando corretamente nessa linha de raciocínio. Não será com baixaria que iremos discutir Bauru”.

Mais tarde, Majô usou o rol dos oradores para criticar o demista. “O senhor voltou aos velhos tempos, de atacar, que era seu estilo”, afirmou ela. “Comentários desse tipo deveriam ter sido feitos no programa eleitoral e não na Câmara Municipal”, acrescentou a vereadora.

Em seu comentário, Rodrigo dirigiu-se a Clemente para dizer que nunca usou a imunidade parlamentar para atacar ninguém. “Quando quis denunciar, sempre fui ao Fórum e à Delegacia”, disse. “Você me atacou, mas recentemente me convidou para ser seu vice. A campanha deve ocorrer do lado de fora da Câmara”. Por várias vezes o vice de Caio pediu aparte ao candidato do PMDB, no entanto este recusou todas.

Fonte: jcnet.com.br

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