Em greve, defensores públicos só atendem casos urgentes até sexta

08:54

Ontem, no primeiro dia de paralisação dos defensores públicos, os 13 profissionais que atuam em Bauru e dois em Jaú atenderam as pessoas que procuraram assistência jurídica gratuita, mas deram prosseguimento a apenas dois casos por serem considerados urgentes. As demais pessoas foram informadas sobre a greve e orientadas a retornar na próxima semana. Em média, a Defensoria de Bauru atende 100 pessoas por dia.

Em assembléia da categoria, realizada na sexta-feira passada, os defensores decidiram paralisar as atividades até sexta-feira por reajuste salarial, contratação de mais defensores e melhor estrutura. Durante os cinco dias, apenas casos urgentes, que envolvam risco à integridade física, serão atendidos.
Ao explicar o motivo da paralisação, os defensores argumentam que faltam profissionais para atender a demanda. São Paulo possui um terço dos presos do País, mas apenas 35 defensores públicos atuam na assistência ao presidiário em todo o Estado. De acordo com a categoria, 93% dos municípios do Estado não possuem Defensoria Pública.

Em nota à imprensa, a Defensoria Pública-Geral do Estado de São Paulo informou que não apóia a paralisação das atividades dos defensores e que vem buscando a progressiva estruturação da instituição tanto que em junho enviou ao Governo do Estado dois anteprojetos de lei.

Um para a ampliação do número de defensores públicos e outro de reajuste de salários da categoria. A Associação Paulista dos Defensores Públicos argumenta, no entanto, que não recebeu proposta concreta em relação aos pleitos da carreira. Ontem, os defensores de Bauru participaram da sessão da Câmara onde apresentaram a reivindicação da categoria.

Fonte: jcnet.com.br

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