Marília | Chapeiro é encontrado morto; polícia não descarta homicídio

Polícia Civil investiga a morte do chapeiro desempregado Edenirso Neves, 46, encontrado morto por volta das 15 horas de ontem, na chácara Nossa Senhora Aparecida, “Estrada do Pombo”. Inicialmente não foi confirmado o furto de nenhum objeto na casa. Polícia não descarta a hipótese de homicídio.

O chapeiro, que morava sozinho na chácara, foi encontrado caído na cozinha da residência com vários ferimentos. O corpo foi localizado pela doméstica Glória de Fátima Souza Neves, ex-esposa, moradora numa chácara próxima.

Ela conta que chegou do trabalho e passou pela casa do ex-companheiro. “A porta estava aberta e os móveis revirados. Percebi que ele (Edenirso) estava caído no canto da cozinha e desacordado, saí para pedir ajuda”, relata.

Equipe da Polícia Militar chegou rapidamente à chácara e encontrou o chapeiro já sem vida, sobre uma mesa tombada. No cadáver, escoriações e hematomas eram visíveis. Um ferimento na cabeça chamou a atenção dos policias.

Dentro da casa e no quintal, nenhuma arma ou objeto que pode ter sido usado contra a vítima foi localizado. Peritos do Instituto de Criminalística e o delegado Wagner Adilson Tonini estiveram na chácara e saíram sem conclusões.

“Há indícios de crime, mas isoladamente não podemos afirmar nada. Vamos aguardar o resultado do exame necroscópico, para, juntamente com a análise do local, chegarmos a alguma conclusão”, afirmou o delegado.

A ex-esposa do chapeiro considera improvável que ele tenha sido assassinado. Fátima afirma que Neves bebia excessivamente e passou por internação no Hospital Espírita de Marília (HEM) para tentar deixar a bebida.

“Sempre que ele bebia, acabava quebrando as coisas dentro de casa. Acredito que ele deve ter se machucado sozinho. O Edenirso era uma pessoa que não tinha inimigos e nenhum motivo para ser assassinado”, acredita a ex-esposa.

Fátima afirma ainda que o chapeiro trocou o emprego fixo por “bicos”. Ele morava na chácara cedida pelo proprietário, apenas para cuidar do local. “O problema era a bebida. Nós (família) já fizemos de tudo para tentar ajudar, mas é difícil”, conta a doméstica.

O caso foi registrado pela Polícia Civil como “morte a esclarecer” e o inquérito deverá ser instaurado para o distrito da área.

Fonte: diariodemarilia.com.br

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