Os questionamentos sobre os candidatos a vice dos prefeitáveis Caio Coube (PSDB) e Rodrigo Agostinho (PMDB) foram os momentos mais fortes do último debate da campanha eleitoral, ontem à noite, ao vivo pela TV TEM.
O ataque começou com o tucano, que perguntou ao peemedebista sobre a possibilidade dele deixar o cargo para disputar a eleição para deputado federal, em 2010. Neste caso, a petista Estela Almagro assumiria a administração municipal.
“Todos sabem que seu sonho é ser deputado. Conhece as leis, gosta de citá-las”, afirmou Caio.
Rodrigo respondeu que essa tese não tem cabimento, garantiu que se for eleito ficará quatro anos e lembrou do caso do tucano José Serra, que prometeu ficar na Prefeitura de São Paulo, mas deixou o cargo para assumir o governo do Estado.
Depois, Rodrigo perguntou se Caio sabia de um “gato” feito por seu vice, Clemente Rezende (DEM), no período em que foi presidente do DAE. A “sangria” de água numa adutora velha teria sido realizada para beneficiar um condomínio.
O candidato do PSDB não falou sobre o suposto “gato”, mas defendeu a gestão de Clemente na autarquia. Também disse que não escondeu seu vice, como afirmara Rodrigo.
Para Caio, o anormal é a vice aparecer como Estela apareceu na campanha. “Quem tem de aparecer é o prefeito”, disse. Além das provocações, os candidatos aproveitaram para reforçar propostas de governo em setores como saúde e educação.
Sobram farpas durante confronto final
Logo no início do debate, Caio questionou o apoio a Rodrigo do que chama de “figuras velhas da política”, como o ex-prefeito Nilson Costa (PR) e o ex-deputado João Herrmann (PDT).
O peemedebista disse que pretende ser um prefeito técnico, cercado de bons profissionais, apesar de considerar os apoios importantes.
Rodrigo optou por criticar a política privatizante do PSDB, ao falar sobre as ferrovias, e apontou a situação precária de escolas estaduais. “Defendo serviços públicos”, afirmou.
Logo no início do debate, o tucano questionou o peemedebista sobre a investigação policial sobre seu pedido de registro na OAB.
Rodrigo definiu o uso do tema como desespero e garantiu que nunca trabalhou como advogado, o que é impedido para quem tem cargo público.
Em outro lance de confronto, o peemedebista citou entrevista de Caio, ano passado, quando o tucano desistiu da vida pública e disse não ter motivação para ser prefeito.
Os dois também trocaram farpas sobre a participação no governo de Tuga Angerami (sem partido).
No final das eleições, vices viram alvo em debate polêmico entre candidatos
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