Sob sol, campanha acaba no Calçadão

Depois do debate acirrado na televisão foi a vez do calor forte literalmente esquentar, ontem, a reta final da campanha dos dois candidatos a prefeito do segundo turno da eleição municipal.
O sorveteiro Ronaldo Soares foi o grande beneficiado. Até o candidato a prefeito Caio Coube (PSDB) se rendeu ao sorvete de Soares para atenuar o clima de 34,2 graus registrado no Calçadão da Batista de Carvalho. Rodrigo Agostinho (PMDB) também reclamou do sol forte durante carreata pela cidade. Também para evitar “ânimos acirrados” devido ao calor da campanha, o peemedebista evitou caminhada no mesmo horário do adversário.

Com o rosto vermelho, o peemedebista admitiu “cansaço” durante a caminhada que fez pelo Calçadão, depois das 15h. Ele mudou o horário para evitar cruzar com o adversário Caio Coube. Inicialmente estava marcada para as 13h a caminhada do peemedebista, mas Rodrigo transferiu para 15h. Os termômetros oscilavam de 34,2º a 35,3º.

“Não queria confronto, sabia que o candidato estava na avenida. Acho que campanha não é guerra”, declarou o peemedebista.

A militância do PSDB desceu o Calçadão da Batista com bandeiras e balões com Caio Coube a frente por volta das 10h. Junto estava o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) com uma camisa vermelha ao lado de vários candidatos a vereador.

Caio disse ao final da caminhada que fez a “maior campanha de rua” na história de Bauru. “Fizemos de 9 a 10 reuniões de 4 horas cada uma e percorremos em média 7 quilômetros. Esse corpo a corpo foi muito forte”, afirmou.

Rodrigo, por exemplo, disse que a campanha a prefeito se assemelhou à de vereador pela quantidade de visitas e conversa direta com o eleitor.

Os dois últimos atos de campanha dos dois candidatos foi abraçar eleitor, beijar criança ou posar para fotos de eleitores nas portas de loja.

Os dois candidatos aprovaram a cobertura da imprensa nestas eleições. Caio Coube afirmou que no geral foi boa. “Ela cobra e acompanha. Fiz uma observação em um momento que faltava acompanhamento das atividades nos bairros. Isso passou a acontecer”, declarou.

Perguntado sobre o ponto negativo da cobertura, Coube disse que dentro dos órgãos de comunicação têm um “um pouco de torcida” para alguns candidatos. “Alguns mantêm uma neutralidade maior, outros não mantêm, o conteúdo tem um viéis que favorece um ou outro”, disse o tucano. Ele não quis citar nome de veículo de comunicação.

Na opinião de Coube, as matérias divulgadas também serviram de subsídios na campanha eleitoral. “Há muitas informações e dá subsídio, mas não de pautar o candidato”, declarou.

Rodrigo Agostinho disse que candidato é suspeito para avaliar o trabalho da imprensa. “A cobertura foi positiva, garantiu transparência e espaço iguais aos candidatos”, declarou.

O peemedebista admitiu que, graças à visibilidade na imprensa, conseguiu se projetar politicamente. Sobre ponto negativo, Rodrigo admitiu que uma ou outra matéria o deixou chateado, mas nada que tenha prejudicado eleitoralmente.

Fonte: jcnet.com.br

seja o primeiro a comentar!