Cidade terá técnica para espionar vírus e combater dengue

Em 2009, o combate da dengue em Bauru deve ganhar um reforço. Segundo o diretor de divisão da Vigilância Sanitária de Bauru, Flávio Tadeu Salvador, a cidade terá monitoramento da circulação viral.

“Isso vai possibilitar saber que tipos de vírus da dengue estão circulando nos mosquitos e fazer um atendimento mais rápido caso sejam detectados os vírus mais agressivos.”

Hoje o monitoramento viral em Bauru é feito apenas nos doentes da dengue. A doença tem os vírus tipo 1, 2, 3 e 4. Quem desenvolve o monitoramento da circulação viral é a empresa mineira Ecovec Ltda. Ela instalou há um mês na cidade 1.400 armadilhas para mosquitos.

Uma delas está na residência do representante comercial Renato Cesar Fuzetti, 51 anos, no Parque Vista Alegre. “Uma agente de endemias disse que minha casa foi escolhida por ter uma boa posição geográfica. Eu topei na hora, é uma coisa para ajudar a população”, explica.


Bauruense criou sistema atual
A Ecovec implantou em Bauru a armadilha MI-Dengue (Monitoramento Inteligente da Dengue).

Como o BOM DIA mostrou na edição do dia 8 de novembro de 2006, esse sistema foi desenvolvido pelo biólogo bauruense Álvaro Eiras, 47, com uma equipe da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Por seu trabalho ele foi indicado para o Tech Museum Award, prêmio internacional de tecnologias em saúde promovido pelo ex-diretor da Microsoft, Bill Gates. A prefeitura informa que investiu R$ 198 mil para utilização das armadilhas que, através substâncias químicas, atraem e capturam as fêmeas grávidas do mosquito Aedes aegypti.

Agentes de endemias visitam semanalmente as 1.400 armadilhas e enviam pela internet os números de mosquitos para uma central. Assim, sabem que regiões precisam de mais atenção para conter o avanço da doença.


Dois bairros têm mais fêmeas do Aedes
Balanço das duas primeiras semanas do monitoramento eletrônico, que tem como finalidade registrar presença do mosquito nas várias regiões da cidade, apontou 60 fêmeas capturadas nas 1.400 armadilhas instaladas.

Os bairros que apresentaram maior concentração de fêmeas foram o Núcleo Joaquim Guilherme e o Jardim Vânia Maria. O DSC (Departamento de Saúde Coletiva) avaliou que, mesmo nessas regiões, o índice do Aedes aegypti é baixo.

O DSC esclarece que as armadilhas funcionam somente para monitoramento, não sendo ferramentas de eliminação do mosquito.

O último registro de dengue em Bauru neste ano foi comunicado em 23 de setembro. Até agora foram 146 casos 2008, sendo 136 autóctones, oito importados e dois em trânsito. Em 2007 foram 2.207 casos sendo 1.256 autóctones, 58 importados, 16 em trânsito. Segundo Flávio Tadeu, o monitoramento da circulação viral está em pesquisa e testes em cidades que a Ecovec trabalha.

Outro serviço a ser implantado com o MI-Dengue será o acompamento pela internet do monitoramento.

Fonte: redebomdia.com.br

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