Um projeto imobiliário apresentado ontem pelo engenheiro civil Roberto Malerba, da Romma Urbanismo, em reunião pública na Câmara Municipal de Bauru, prevê a construção de 30 torres de apartamentos, de 12 andares cada uma, e dois conjuntos comerciais cortando o meio da gleba de 600 mil metros quadrados que forma a floresta urbana do Parque Água Comprida, próxima do câmpus da Unesp e da avenida Nações Unidas.
A administração municipal tem interesse na desapropriação da gleba pelo Estado para instalar um parque no local.
Para levar em frente o projeto em uma área total de 320 mil metros quadrados, o projeto precisa do aval do Legislativo através da futura regulamentação das regras do Plano Diretor (PD) recentemente aprovado, em razão do projeto estar inserido em Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie), com restrições de uso.
A gleba está nas mãos de particulares divididas em três matrículas no Cartório. A maior delas pertence a Ricardo Robini e a João Luis Busato, presentes na reunião pública, o equivalente à metade da mata nativa com entorno em área urbanizada.
Conforme o projeto apresentado ontem no Legislativo, 36% da área seriam destinados à verticalização e 64% para equipamentos públicos e de finalidade institucional, como área verde, vias de acesso, abastecimento de água e outros.
Entretanto, para aprovar o empreendimento, os interessados têm de contar com regulamentação da lei do Plano Diretor favorável ao projeto.
A proposta contempla dois residenciais separados um do outro, sem a construção de muros. Neles seriam erguidas 30 torres com 12 andares cada, num total de 2 mil apartamentos, em área de quase 100 mil m² (31% da área de 320 mil m2), além de dois conjuntos comerciais, com área de 15 mil m² (5%).
O projeto, entretanto, também prevê a derrubada de 33 mil m² (10%) de mata para o sistema viário e a destinação de 14 mil m² (4% para área de lazer e 15 mil m² (5%) para área institucional, onde está prevista a construção de um Instituto Ambiental.
Segundo o engenheiro, as ruas dos dois condomínios não seriam ligadas para não servir de atalho a motoristas na região.
Do restante da gleba onde se pretende o empreendimento, 129 mil m² seriam destacados para área verde e 8,4 mil m² (3%) para preservação permanente.
Já a possibilidade de implantação de parque linear ao longo do eixo do córrego da Água Comprida, no fundo de vale, dependeria da intervenção do município e da interveniência junto a proprietários das demais matrículas que compõem a floresta urbana.
O titular da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), Leandro Joaquim, disse que os empreendedores se comprometeram, no projeto, a instalar a via pública apenas na parte correspondente ao empreendimento.
Desta forma, a extensão da avenida dependeria do investimento de terceiros, como os demais proprietários, já que a prefeitura não reúne condições financeiras para construir a avenida no trecho que liga o fundo do Jardim Colonial com a avenida Nações Unidas.
A infra-estrutura, como redes de água e esgoto, asfalto e iluminação pública, é de responsabilidade dos empreendedores, conforme a legislação vigente.
Fonte: jcnet.com.br
Empreendedor quer aval do Legislativo para construir prédios em floresta urbana
Assinar:
Postar comentários (Atom)
seja o primeiro a comentar!