Mãe consegue professora extra para o filho especial

A dona-de-casa Ângela Regina Zanirato Cabral, 31 anos, tomou uma atitude que pode servir de exemplo e encorajar outros pais.

Ela, que tem um filho com autismo na rede municipal de ensino, recorreu ao MP (Ministério Público) e conseguiu uma segunda professora na sala de aula exclusivamente para o menino.

A docente o acompanha e dá apoio. Leonardo Zanirato de Oliveira, 5, estuda no Jardim 2. A família descobriu um atraso na fala e dificuldade de interação social quando ele tinha 3 anos.

Com duas professoras em sala, Ângela está satisfeita. “É o que eu esperava. Ele até hoje tem algumas dificuldades, mas tem alguém ao lado para ajudar. Melhorou bastante o entendimento dele”, diz.

O processo começou depois que Leonardo deixou a Apae, onde estudava, por recomendação do próprio município, diz Ângela. Mas ela queria garantia de aprendizado e pediu uma auxiliar de classe à Secretaria Municipal de Educação, que no começo não atendeu.

Ela então foi ao MP, onde foi recebida na promotoria de Infância e Juventude pelo promotor Lucas Pimentel. Ele pediu à secretaria e nem precisou entrar na Justiça.

“A legislação assegura o atendimento especializado do aluno que tem necessidades especiais, de uma forma muito clara. O que fazemos é exatamente prestar esse esclarecimento àqueles que nos procuram”, explica Lucas.

Ele diz que a prefeitura tem atendido sem necessidade de entrar na Justiça e orienta os pais. “Estimulamos sim a nos procurar toda vez que tiverem alguma dúvida a respeito de estar sendo o filho ou não atendido adequadamente, seja na educação ou fora”, completa.

Ensino regular ou especial? Apae avalia
É difícil decidir se o melhor para os filhos é freqüentar a escola especial ou o ensino regular. Esta é a dúvida de Maricília Alves da Silva, 48 anos.

Ela tem dois filhos com autismo – Amanda, 8, e Augusto César, 15, que por coincidência tem nome de personagem de novela. Os dois estudam na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

A menina já esteve no ensino regular. “Eu coloquei mas não deu certo, daí tirei. Acho melhor ficarem na Apae. Meu menino, nem o nome dele conseguiu aprender ainda”, conta ela.

Com medo que não consigam acompanhar os alunos em outra escola, ela os mantém na Apae, onde recebem boas aulas, diz.

Pais com dúvida podem procurar a Apae Escola, onde profissionais de saúde fazem uma avaliação gratuita, explica o vice-presidente da Apae, Braz Melero. “A avaliação é multidisciplinar. A Apae sugere e a palavra final é dos pais.”

Na rede municipal, o Serviço de Educação Especial é oferecido sem necessidade de entrar na Justiça e visa a educação inclusiva. Entre os objetivos estão apontar resultados a atingir e garantir o acesso e permanência dos alunos especiais no ensino regular. (TDL)

Serviço
Ministério Público: (14) 3212-8382
Apae Escola: (14) 3106-1252/1250

Fonte: redebomdia.com.br

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