Municípios da região passam Bauru em orçamento per capita

Entre as 69 cidades do Estado de São Paulo com mais de 100 mil habitantes, Bauru ocupará em 2009 apenas a posição 64 no orçamento per capita, ou seja, o valor do orçamento do município dividido pelo número de habitantes.

No ano que vem a previsão orçamentária de Bauru é R$ 349.587.151,33. Segundo o IBGE, (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2007 a cidade tinha 347.601 habitantes.

Com isso, o orçamento por pessoa é estimado em ceca de R$ 1.005,71.

Outras cidades menores da região estão na frente: Jaú (55º com R$ 1.338,98); Botucatu (50 – R$ 1.433,74); e Marília (27 – R$ 1.936,61). Só considerando a previsão orçamentária, Bauru sobe para a posição 33.

Poucos recursos
Segundo o secretário municipal de Finanças, Marcos Roberto da Costa Garcia, descontando o pagamento de dívidas, da folha de pagamento dos cerca de 5,1 mil servidores e os gastos com manutenção, a prefeitura terá disponível para investimentos apenas R$ 26.673.794,63, que serão aplicados em obras como recapeamento, tapa-buracos, implantação de guias e sarjetas, pavimentação e iluminação.

“Para 2009 não há previsão do orçamento ficar abaixo do estabelecido, salvo se o país entrar num processo de recessão. Havendo recessão, menos impostos a prefeitura terá a receber”, comenta.

O prefeito eleito, Rodrigo Agostinho (PMDB), não quis fazer muitos comentários sobre os valores, apenas disse que vai “priorizar a questão de maquinário, recuperar a usina de asfalto e fazer um projeto para uma nova usina”. (Com Fernando Zanelato)


‘Cidade precisa mudar seu perfil’
O cálculo do orçamento leva em conta as receitas recebidas, expectativa de inflação para o ano seguinte e a expectativa do crescimento local da economia.

Para o economista Reinaldo Cafeo, o baixo orçamento mostra que Bauru tem uma relação arrecadação/pessoa abaixo da média. “Possuímos uma economia pulverizada, alicerçada no setor terciário [serviços e comércio]. Se a cidade quiser recuperar sua capacidade de investimento terá que mudar o perfil econômico produtivo”, diz.

Outra problema sério que o BOM DIA mostrou na edição do dia 14 de setembro é que em 2009 a Prefeitura terá que pagar cerca de R$ 35,7 milhões em dívidas federais, previdenciárias, entre outras.

O primeiro passo que Reinaldo sugere para aumentar o orçamento é a negociação para retomar o CRP (Certificado de Regularidade Previdenciária), que permitiria a cidade conseguir financiamentos federais. “Outras ações também são importantes, como uma revisão nos gastos, alianças com universidades e criar parcerias público-privada”, fala.

A longo prazo ele indica a proatividade para identificação de potenciais empresas candidatas a se instalarem na cidade; incentivar o licenciamento de veículos na cidade, pois metade do IPVA fica aqui; receber de devedores; implantar o IPTU progressivo.

Fonte: redebomdia.com.br

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