O prefeito eleito de Bauru, Rodrigo Agostinho (PMDB), negou ontem, na tribuna da Câmara, que irá dividir os 268 cargos de confiança no governo com os partidos aliados.
Contrariado, Rodrigo, primeiro, tentou desmentir a matéria publicada pelo BOM DIA no domingo mostrando o número de funções comissionadas dentro da prefeitura, DAE, Emdurb e Cohab.
Confrontado com os números oficiais, enviados pela próprio Executivo e órgãos da administração ao BOM DIA, ele voltou atrás, mas insistiu que muitos desses cargos são ocupados hoje por técnicos e por isso não irá mexer nessas funções.
“É uma informação que colocada para o leigo apresenta uma situação administrativa que não é aquela existente no quadro da prefeitura”, reclamou. “Nós vamos manter muitos servidores técnicos nesses cargos. Também não são todos os cargos em comissão que serão preenchidos”, garantiu.
Perguntado se pretende então só nomear secretários e diretores, o prefeito eleito não foi claro. “Não. Vamos discutir com muita tranqüilidade com os partidos”, afirmou, sem responder diretamente a pergunta.
Rodrigo descartou ainda negociar cargos em troca de apoio político, apesar de, nesse momento, ter minoria na Câmara.
“Você [repórter] coloca a situação em uma posição extremamente mercantilista. O que nós vamos fazer é uma discussão do ponto de vista de composição. Existe uma coligação e vamos respeitar acordos políticos que foram feitos”, disse.
Marcelo critica sobra no caixa
O líder da oposição na Câmara, vereador Marcelo Borges (PSDB), classificou o governo Tuga Angerami (sem partido) de incompetente por deixar no caixa do Executivo R$ 23 milhões para o próximo prefeito.
“Não saber gastar também é incompetência administrativa. Não é mérito ficar falando que vai sobrar dinheiro no caixa”, disse.
“A prefeitura passou quatro anos não atendendo os nossos requerimentos e agora comemora que guardou dinheiro. A prefeitura não teve competência para gastar”, continuo Marcelo, para em seguida já jogar a responsabilidade para Rodrigo Agostinho, que assume a administração em 2009.
“O próximo prefeito tem tudo para fazer. Serão cerca de R$ 40 milhões a mais no orçamento”, disse, referindo-se também à possível venda da folha de pagamento a um banco.
Rodrigo foi evasivo ao falar onde pretende usar esse recurso. “Grande parte será investida em infra-estrutura, a outra em maquinário e para garantir recursos para reajuste dos servidores.”
Fonte: redebomdia.com.br
Rodrigo nega loteamento de cargos com base aliada
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