Após atrair as atenções de lideranças políticas nacionais ao desbancar o tucano Caio Coube e vencer as eleições em Bauru aos 30 anos, o prefeito eleito Rodrigo Agostinho (PMDB) preferiu não comemorar ou aproveitar os dias seguintes à vitória para descansar.
Logo na segunda-feira, um dia depois da apuração dos votos, seguiu para Brasília, onde percorreu gabinetes no Congresso em busca de emendas no orçamento da União.
Estratégia para se afastar dos pedidos de emprego de aliados? Marketing para consolidar a imagem de “moço trabalhador”?
Nada disso, segundo o peemedebista. A pressa teve um motivo prático.
O prazo para a apresentação de emendas termina no início de novembro e prefeitos eleitos no primeiro turno já correram a Brasília em busca de recursos.
“Achei por bem correr atrás. É um trabalho de convencimento”, disse sobre o contato com deputados e senadores na capital federal. “Não é fácil. É uma negociação política”.
‘Ele tem a prefeitura nas mãos’
“O moleque é fogo”. Assim, numa referência à juventude de Rodrigo Agostinho, o presidente do PDT, Faria Neto, elogia a disposição do prefeito eleito. “Se fosse um de nós estaria descansando lá na beira do rio Batalha”, completou. “Ele tem fôlego de gato”.
O peemedebista tem uma característica que um de seus amigos mais próximos define, em tom de brincadeira, como TOC (transtorno obsessivo compulsivo): não consegue dormir muito e após acordar gosta de ler os jornais e já sair de casa.
Aliado do peemedebista no segundo turno da eleição, Faria aponta outra particularidade: o amplo conhecimento da máquina pública.
“Escreve aí: ele vai entrar na prefeitura conhecendo mais do que o Tuga [Angerami] está saindo”.
Rodrigo fez parte da equipe de transição entre o ex-prefeito Nilson Costa (PR) e Tuga. Segundo Faria, reuniu dados sobre a máquina municipal e seguiu acompanhando a evolução.
“Ele tem a prefeitura nas mãos”, acredita o presidente do PDT.
Eleito tem perfil insistente
Na primeira semana após a eleição, Rodrigo exerceu um de seus dons: ser insistente. Ele mesmo contou, na sexta-feira, o que escutou de um deputado que informou não ser possível apresentar emendas para Bauru no orçamento da União.
O eleito quis saber o motivo. “Você não é da minha região. Vou apresentar emendas para a minha região”, ouviu do parlamentar após cercá-lo.
O professor e ex-vereador Luiz Roberto Relvas conta que no primeiro ano do ensino médio o prefeito eleito era seu aluno e já mostrava essa característica.
Após um trabalho em classe sobre a oxigenação do rio Tietê, o então adolescente quis fazer o mesmo em Bauru. “Não sossegou enquanto não conseguiu”.
Após a maratona em Brasília, Rodrigo começa esta semana a fase de montar o governo e preparar a transição administrativa.
Fonte: redebomdia.com.br
Rodrigo passa a semana pós-eleição longe de Bauru
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