Secretário anuncia que segurança nas delegacias mudará

Secretário de Segurança Pública e delegado geral de polícia se reuniram, após vistoria no local da explosão, na delegacia seccional de Botucatu, onde anunciaram que o novo prédio da Dise deverá estar no Centro, ainda sem definição.

Sobre as investigações, Ronaldo Marzagão e Maurício Freire preferem não se pronunciar. O secretário, no entanto, confirmou que os criminosos deixaram pistas.

Segundo o BOM DIA apurou, o clima é de revanche entre os policiais civis, o que aponta para a intensificação da guerra contra o tráfico – a maioria dos policiais, inclusive o delegado geral, acredita que a explosão foi uma retaliação ao trabalho da Dise, que prendeu chefes do tráfico na cidade.

“Existe a possibilidade da participação do PCC [Primeiro Comando da Capital, facção criminosa]”, diz o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Sérgio Castanhera. Nesse caso, o crime teria sido encomendado da cadeia, por líderes que já estão presos.

O delegado geral, Maurício Freire, reiterou acreditar que se trata de um caso isolado e disse que as investigações que conduzirão ao bando “estão indo muito bem”.

O processo de demolição do que sobrou será lento, segundo a Defesa Civil. Até o fim da tarde, apenas parte do telhado e das paredes havia sido derrubada. A prefeitura vai indenizar os proprietários da casa, que era alugada.

Polícia passa a cogitar explosão acidental
Conforme divulgado ontem pelo BOM DIA, o documento de identidade encontrado próximo a escombros levou à localização de um homem que, segundo o delegado Sérgio Castanhera, está sendo investigado. O homem é natural de São Bernardo do Campo. Investigadores acreditam que a ação pode ter sido executada por pessoas de fora da cidade, sob encomenda.

Policiais locais foram ontem a Lençóis Paulista (50 km de Botucatu), onde uma caminhonete GM S-10 preta foi roubada na noite do domingo, para averiguar se o veículo foi usado – vizinhos viram uma caminhonete deixar o local após as explosões.

Segundo relatos, a caminhonete escura foi atingida por escombros. No entendimento da polícia, isso mostra que a explosão teria surpreendido o próprio bando – daí o fato do documento ter caído, já que o grupo fugiu às pressas.

A perícia não encontrou vestígios do artefato explosivo supostamente utilizado, o que indica, para os policiais, que a explosão pode ter acontecido em função da grande quantidade de gasolina usada para incendiar a delegacia. Nesse caso, a explosão não teria sido premeditada.

“Foi um crime bem arquitetado, mas mal executado”, diz o delegado Sérgio. Além do documento encontrado, o grupo esqueceu uma arma na casa. Há também vestígios de sangue – alguém teria se ferido com a explosão.

Fonte: jcnet.com.br

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