Assim que se inicia a temporada de matrícula das crianças nas creches da cidade, um velho problema retorna à porta das unidades: as filas. Hoje, último dia para tentar uma vaga nas denominadas Escolas Municipais de Educação Infantil Integrada (Emeiis), os pais precisarão de sorte e paciência para não ficar sem o serviço.
Embora reconheça que a demanda de alunos é maior do que a capacidade das escolas, a prefeitura de Bauru afirma que o problema só será totalmente resolvido daqui a dois anos, quando os projetos da administração municipal em andamento deverão ser concluídos. “No ano que vem, algumas obras de ampliação de algumas Emeiis já devem começar a ficar prontas para diminuir esse déficit de vagas” garante a secretária municipal da Educação, Ana Maria Daibem.
Atualmente, existem 43 Emeiis na cidade, sendo 16 da prefeitura e 27 conveniadas, administradas por entidades filantrópicas que recebem subvenção do Município para atender as crianças de 4 meses a 6 anos de idade. O número é insuficiente para contemplar a demanda reprimida, que chega a 1.232 crianças.
De acordo com Ana Maria, a situação é ainda mais preocupante porque esse número vem aumentando a cada ano, já que é crescente a quantidade de pais e mães inseridos no mercado de trabalho e que não têm condições de custear uma escola que acolha seus filhos em tempo integral. “Essa é uma questão social, uma necessidade econômica que atingiu o mundo todo. Essa é a verdade”, resume.
Nesse contexto, a única solução para as famílias, pelo menos por enquanto, é mesmo se sujeitar às filas. E a espera para muitos será em vão, já que, como ocorre todos os anos, há muitos que ficam sem vagas.
Novas vagas
A secretária salienta que, na medida do possível, novas vagas foram abertas, neste ano, nas creches municipais, mas o número é ainda insuficiente. Por isso, até 2010, a intenção da prefeitura é concluir as reformas de ampliação em 29 escolas, além de construir outras novas cinco unidades nos bairros de maior demanda na cidade: Ferradura Mirim, Jardim Ivone, Pousada da Esperança, Mary Dota e Nobuji Nagasawa.
Com esse investimento, a expectativa é de que o número de vagas seja ampliado em 1,3 mil. Atualmente, as 43 Emeiis atendem, juntas, 4.202 alunos.
Além de expandir a estrutura física das escolas, Ana Maria assegura que a prefeitura também já reservou recursos para a contratação de mais profissionais qualificados para trabalhar com crianças, como professores, auxiliares de creches e serventes. “Não adianta construir o prédio sem ter recursos humanos para manter o serviço”, ressalta.
Ela explica que as Emeiis devem obedecer a diversas normas, como a Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e outras na área de saúde, que determinam o número de alunos de acordo com o espaço físico e garantia de orientação pedagógica.
Tal contexto indica que as antigas creches, quando transformadas em Emeiis, deixaram de ser um mero “depósito de crianças”, onde os pais deixavam seus filhos para poder trabalhar. Atualmente há uma série de regras que precisam ser seguidas. “Além de ser cuidada, banhada e alimentada, a criança também é educada dentro das creches”, observa a secretária.
Fonte: jcnet.com.br
Creches têm déficit de 1.232 vagas
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