O prefeito eleito de Bauru, Rodrigo Agostinho (PMDB), terá a sua disposição 268 cargos de confiança para dividir entre os partidos que fizeram parte da aliança “Bauru de Todos”.
Levamento feito pelo BOM DIA na prefeitura, autarquias e empresas municipais confirma que Rodrigo terá uma boa margem de manobra para “agradar” os aliados que participaram da campanha.
Das 268 vagas que podem ser preenchidas por funcionários sem concurso público, ou seja, por pessoas de fora da prefeitura, 180 estão em funções na administração direta (veja quadro acima).
A prefeitura ainda tem outros 110 cargos em confiança, mas nesses é obrigatório colocar servidores de carreira.
A Emdurb, que vive grave situação financeira, tem mais 48 cargos em confiança. O DAE mais 24 e a Cohab, 16.
Essas funções são, invariavelmente, usadas para acomodar aliados e aumentar a base no Legislativo. No caso de Rodrigo, ele terá que ceder espaço no governo, principalmente para o PMDB, seu partido, e para o PT, legenda da vice Estela Almagro.
Além disso, também estão de olho para ver se sobra alguma coisa o PR, PSB e o PC do B. PDT e PTB, que só deram apoio formal a Rodrigo no segundo turno, também aguardam uma chance de “entrar” na administração, mas deverão ficar com cargos do terceiro escalão.
Secretarias são alvos principais
Os cargos mais cobiçados pelos aliados são os de secretários e chefes das empresas públicas. O “problema” que só existem 14 secretarias e três vagas para presidente (DAE, Cohab e Emdurb).
Além do salário atrativo, hoje perto de R$ 7 mil por mês, a visibilidade do cargo dá ao dono da cadeira a chance de disputar cargos políticos no futuro, caso é claro a administração seja bem avaliada.
Rodrigo já disse que vai formar um secretariado técnico-político. Em outras palavras, ele quer pessoas com conhecimento da área, mas que também tenham bom relacionamento com vereadores e com a imprensa.
“Os partidos têm excelentes nomes. Todos vão poder indicar e nós vamos estar abertos para conversar e analisar. Mas nós vamos fazer isso com muita tranqüilidade”, diz Rodrigo, tentando tirar o assunto do foco e diminuir as especulações.
Tema é incômodo para novo prefeito e partidos da base
A divisão dos cargos de confiança é um assunto que incômoda o novo prefeito. Para evitar atritos, os presidentes dos partidos aliados também preferem não fazer comentários sobre o assunto.
Desde a vitória no segundo turno, Rodrigo fala pouco sobre o assunto e, quando responde, avisa de antemão que irá desmentir boatos que possam vir a surgir de possíveis secretários.
“Não quero ficar o tempo todo apagando incêndios”, repetiu na semana passada, após o BOM DIA divulgar alguns nomes que estão sendo cogitados para assumir postos importantes no seu governo.
Nem acordos firmados antes das eleições e que acabaram vazando Rodrigo confirma. É o caso, por exemplo, de que o PT, por ter indicado a vice, não ficará com a presidência do DAE, a jóia de ouro da administração.
“Nós nem discutimos isso ainda”, garante, apesar dos próprios aliados dizerem o contrário.
Coordenador da campanha de Rodrigo, Fernando Monti, que também preside o PR, confirmou que a engenharia para tentar agradar a todos será bastante complexa.
“Tem que fazer tudo direitinho nesse momento para evitar problemas depois. Temos que falar a verdade.”
Escalões
Como é impossível acomodar todos no primeiro escalão, Rodrigo tem como negociar os cargos menos cobiçados, os do chamado baixo clero.
Como o novo prefeito não tem maioria na Câmara, poderá tentar conseguir novos “aliados” oferecendo a eles algumas chefias de divisões, diretorias de departamentos e assessorias.
Fonte: redebomdia.com.br
Tema é incômodo para novo prefeito e partidos da base
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