A resposta para o tamanho da demanda por pavimentação em Bauru continuará sendo lenta em função da quantidade de pedidos, mas o prefeito eleito Rodrigo Agostinho (PMDB) adiantou ao JC que vai abrir licitação logo no primeiro mês de sua gestão para a destinação de boa parte dos R$ 25 milhões que vão estar no caixa nesta área.
Ainda assim, o serviço só deve chegar às ruas a partir de julho, por causa dos prazos a serem seguidos pela concorrência pública. “É inegável que eu decidi abrir licitação para pavimentação logo no início, utilizando boa parte dos R$ 25 milhões que o prefeito Tuga Angerami vai deixar no caixa. Esta carência precisa ser atacada e, como é emergencial, vamos fazer todo o esforço. É lógico que isso é pouco diante do total de demanda, mas vamos fazer”, contou Agostinho.
Outra medida que o prefeito eleito discute para o setor é buscar linha de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para compra de equipamentos. “A usina de asfalto nós vamos discutir sobre a compra de uma nova. Mas antes disso é preciso garantir estrutura, com caminhões e máquinas e a prefeitura não tem. A idéia é buscar financiamento para essa estrutura operacional no primeiro ano, para pagar durante os quatro anos o BNDES”, informou.
Agostinho disse que não pensa em licitar serviços de tapa-buracos e recape. “Estamos discutindo porque há dificuldade enorme em fiscalizar a qualidade em recape, a espessura do asfalto inclusive. E no tapa-buracos é difícil a medição do serviço. Asfalto em rua de terra tem de licitar. O tapa-buraco fica com a usina”, observou.
Para isso, o futuro prefeito concorda que é preciso garantir também mão-de-obra e matéria-prima para a usina trabalhar. “Diante das carências, teremos que pensar ao longo do tempo em garantir orçamento para a usina de asfalto”, disse. A aquisição de uma nova usina de asfalto foi discutida durante a eleição.
Para Eduardo Sanches, da Divisão de Pavimentação, a usina de asfalto precisaria de mais recursos financeiros para tentar suprir todos os pedidos da população. “Seriam necessários R$ 12,8 milhões por ano só para recapeamento sem incluir o asfalto novo e o tapa buraco”, afirma.
O critério utilizado para priorizar as ruas que precisam tapar buracos é o fluxo do trânsito. Sanches disse que as ruas por onde passam as linhas do ônibus coletivo, as que possuem tráfego intenso e as ruas de saída e entrada da cidade têm prioridade.
Outro problema apontado pelo engenheiro, que a usina não consegue dar conta, são os cerca de 3 mil quarteirões que ainda não foram pavimentados. “Desse número, 1,5 mil precisariam estar asfaltados e 250 são usados pelo transporte coletivo”, completa.
Da década de 70
A usina de asfalto foi inaugurada em meados da década de 70 e passou por uma reforma completa em 2002. Das 11 mil quadras pavimentadas de Bauru, 8 mil está já estão com o mesmo asfalto há mais de 15 anos. “Essas ruas estão com asfalto vencido e precisariam ser recapeadas”, diz Eduardo Garcia Sanches, engenheiro da divisão de pavimentação.
Ele ainda cita um fator preocupante. “O tapa-buraco não vai vencer nunca a quantidade de buracos com o asfalto vencido”, aponta. Este volume de pendência não inclui as ruas de terra, em um total de 3.500. Deste volume, 1.500 são importantes e, urbanizadas, precisariam ser asfaltadas desde já.
Fonte: jcnet.com.br
Asfalto será 1ª obra de Rodrigo Agostinho
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