DAE cancela contrato para construir estação de esgoto

O DAE (Departamento de Água e Esgoto) decidiu rescindir o contrato com o consórcio EMEL-Log para construção da Estação de Tratamento de Esgoto Candeia, no Núcleo Gasparini.

“A empresa não conseguiu acrescentar fatos novos às argumentações apresentadas com relação aos constantes atrasos e demais dificuldades em executar a obra nos prazos acordados com a autarquia”, diz comunicado divulgado pela assessoria de imprensa do DAE.

Segundo informações da autarquia, o consórcio apresentou sucessivas dificuldades para cumprir os prazos estipulados no contrato. Orçada em R$ 2 milhões, a obra já recebeu R$ 700 mil em investimentos.

Um aditivo de prazo foi concedido em abril mas, segundo a assessoria do DAE, o ritmo de trabalho do consórcio não atendeu às expectativas da autarquia.

Em novembro, a EMEL-Log foi notificada sobre problemas na obra, depois pediu mais 120 dias para a conclusão, mas não foi atendida pela autarquia.

A construção da estação de tratamento começou em 2007 e, pela previsão inicial, deveria ser concluída este ano. No entanto, desde o início a obra apresenta problemas de atraso e até paralisação dos funcionários por falta de pagamento.

Os próximos passos do DAE são informar o Ministério Público, pedir prazo para abertura de nova licitação e oficializar a decisão ao Conselho Fiscalizador do Fundo de Tratamento de Esgoto, que financia a obra com dinheiro arrecadado da população.

A estação faz parte do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado com o Ministério Público

Engenheiro reclama de atrasos
Por telefone, de Campo Grande (MS), onde fica a sede do consórcio EMEL-Log, o engenheiro José Henrique Serrilho acusou ontem o DAE de atrasar pagamentos por medições na obra.

Segundo ele, esses atrasos – que teriam chegado a 60 dias numa das medições – dificultaram o andamento da construção. Ele também afirma que a autarquia é intransigente ao não aceitar um prazo de 120 dias para concluir a construção da estação.

Lembra que precisou fazer adaptações ao projeto inicial, por exigência da Cetesb ao conceder a licença ambiental. Fala ainda que 36 dias de chuva atrasaram o cronograma.

Serrilho vai protocolar mandado de segurança contra a decisão, que foi unilateral. Segundo ele, 42% da obra foi executada – o DAE diz que 35% está pronta. A construção parou há 15 dias e ele diz que fez isso por causa dos atrasos no pagamento.

Fonte: redebomdia.com.br

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