Após 30 dias de investigações, a Polícia Civil conseguiu identificar dez dos “cabeças” das pichações em Bauru, responsáveis por depredar pelo menos 25 imóveis na região Centro-Sul. Entre eles, oito são menores com idades entre 14 e 16 anos e dois são maiores, com 18 e 20 anos. Os nomes não foram divulgados.
Apenas ontem, policiais cumpriram oito mandados de busca e apreensão em dez locais diferentes. Em todos eles, foram encontradas provas da atuação do grupo: tintas, pincéis e rolos.
O material foi apreendido e levado à Diju (Delegacia da Infância e Juventude) com celulares, cadernos onde os pichadores treinavam a caligrafia e um CPU de computador que continha “catálogo” das pichações. Em uma única casa, foram encontradas 35 latas de tinta spray.
Nove prestaram depoimento à tarde. Um dos maiores não havia sido localizado pela polícia. Os menores estavam acompanhados pelos pais, que arcarão com prejuízos causados pelos rapazes. Segundo a delegada da Diju, Rejani Tiritan, a maioria dos pais conhecia a atividade dos filhos.
Oito foram liberados e responderão judicialmente, exceto um menor que ficou sob custódia no NAI (Núcleo de Apoio Integrado) por já responder por furto.
Segundo a delegada, os jovens moram em diversos locais da cidade e pertencem a diferentes classes sociais. “No grupo tem periferia, classe média e classe alta”, disse. Eles fazem parte de diferentes “grifes” (turmas que têm estilos próprios e podem ser amigas ou rivais entre si), mas se encontravam para praticar pichações juntos, de maneira premeditada (via internet, em boa parte dos casos).
“Não era ocasional [a pichação]”, diz o delegado Abel Cortez. “Nosso intuito é enquadrá-los no crime de formação de quadrilha.”
O inquérito para apurar formação de quadrilha já foi instaurado. O crime prevê até três anos de prisão para adultos envolvidos.
Fonte: redebomdia.com.br
Polícia Civil chega a 10 pichadores e fala em quadrilha
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