Apaixonados por imagens comemoram data especial

O dia 8 de janeiro é dedicado àqueles que amam a arte de “congelar momentos”. Para falar sobre esta arte, ninguém melhor que os próprios fotógrafos.

Vicente João Pedro, 78 anos, é jauense e já ganhou inclusive um prêmio de “fotógrafo do milênio”, concedido por um site espanhol.

O amor pelas imagens remonta à década de 40. “Eu comecei a fotografar com uma máquina emprestada do meu tio, daquelas caixão. Isso em 1940”, conta.

A primeira máquina própria veio cinco anos depois. Hoje, ela se junta a outras 25 na casa do fotógrafo amador, que só ganhou dinheiro com fotografia esporadicamente. “Eu fazia um casamento ou outro, mas era um bico. Sempre fui amador”, diz.

Contudo, Vicente lembra que nem toda fotografia deve ser considerada arte. “Paisagens, flagrantes ou uma expressão de uma pessoa são arte. Mas também existem os retratos comuns, que são coisas mais simples”, analisa.

O experiente fotógrafo também considera a fotografia analógica, com o uso de filme e papel, mais rica que a digital. “Nada se compara a olhar no negativo, fazer os cortes e enxergar a densidade que existe na imagem. Mas o digital é algo que está ganhando cada vez mais espaço e a fotografia analógica deve acabar”, profetiza.

Celso Melani, fotógrafo e professor do curso de artes da Unesp-Bauru, considera que a digitalização trouxe benefícios, como a facilidade de acesso a mais pessoas e a diminuição do número de equipamentos necessários, como filtros e tipos de filme especiais para cada situação.

Por outro lado, ele aponta que a nova tecnologia também causou a banalização da fotografia. “Hoje o click é instintivo. As pessoas fazem a foto e momentos depois a apagam”, lamenta.

De acordo com ele, isso faz com que a fotografia perca a sua principal razão de ser: preservar a história de algum momento especial. “Falta consciência de quem se relaciona com a imagem, que é um instrumento que tem uma história”, diz.

Fotoclubes

Em Bauru, aproximadamente 30 apaixonados por fotografia se reúnem nos fins de semana para trocar idéias. Sem sede, os integrantes do Fotopoint se encontram em cafeterias da cidade.

Fonte: redebomdia.com.br

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