O Ministério do Desenvolvimento Social detectou 2,2 milhões de famílias que não recebem o benefício do Bolsa Família apesar de reunirem todas as condições de perfil e de renda, revela reportagem de Eduardo Scolese, publicada pela Folha.
A situação foi descoberta pelo próprio ministério após um pente-fino realizado no final do ano passado no Cadastro Único, banco de dados alimentado pelas prefeituras e que reúne famílias com renda per capita de até R$ 120. A inscrição nesse cadastro é o primeiro passo obrigatório para que famílias com renda de até meio salário mínimo possam acessar o benefício.
As famílias estão na "fila" e sem vaga para atendimento no principal programa de transferência de renda do governo federal, que hoje atende cerca de 11 milhões de famílias. O custo anual para incluí-las de uma vez no Bolsa Família é de R$ 2,2 bilhões, e não há previsão orçamentária para isso neste ano.
Com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), do IBGE, e em pedidos e reclamações que chegam a todo momento do interior do país, o governo já estimava em cerca de 2 milhões o número de famílias nessas condições.
Fonte: folha.uol.com.br
Bolsa Família exclui 2,2 milhões de famílias do benefício
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