Férias escolares podem ser sinônimo de acidente doméstico. Segundo a coordenadora da Unidade de Queimaduras do Hospital Estadual de Bauru, Cristiane Rocha, o número de crianças vítimas de queimadura nesse período cresce até 20%.
“A maioria dos casos ocorrem na cozinha”, conta. Ela diz que os menores não deveriam transitar pela cozinha sozinhos. “Mas hoje em dia, com os pais fora de casa, os irmãos mais velhos acabam esquentando a comida ou a água do banho, por exemplo, se descuidam e os mais novos se queimam.”
Cristiane dá algumas dicas para evitar esses acidentes, como virar o cabo da panela para dentro do fogão, deixar a porta do forno fechada e preferir jogos americanos a toalhas na mesa.
Por fim, ela aconselha, em casos de queimadura, lavar o local com água, cobrir com um pano limpo úmido e correr para o hospital. “E nada de passar pasta de dente, pó de café, folha de bananeira ou alguma receita caseira.”
Tanque e balde se tornam vilões
Mas não são apenas os casos de queimadura que crescem no período de recesso escolar. De acordo com a pediatra e médica intensivista do HEB, Rafaelle Batistella, acidentes como choques elétricos, envenenamentos, afogamentos, engasgos e quedas também atingem um número maior de crianças nesta época.
Ela revela que um simples balde com água no chão é sinal de alerta. “A criança pequena pode se afogar ou, se houver algum tipo de produto de limpeza no balde, ingerir o líquido”, avisa.
Rafaelle cita também a síndrome do tanque como um perigo para os menores. Segundo ela, tanques despregados da parede podem cair em cima dos mais novos quando eles tentam escalá-los. “Se atingir a cabeça ou tórax, pode até matar”, alerta.
Para evitar qualquer acidente doméstico, a dica da pediatra é simples: “Criança precisa ser supervisionada por um adulto sempre”.
Fonte: jcnet.com.br
Casos de queimadura sobem até 20% nas férias escolares
Assinar:
Postar comentários (Atom)
seja o primeiro a comentar!