O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) vai incluir na sessão extraordinária – que será convocada até o dia 23 – o projeto de lei para desapropriar 34 terrenos no Parque Santa Cândida e iniciar o processo de remoção das famílias que moram na favela do Parque Real.
A confirmação foi feita ontem pelo próprio Rodrigo ao presidente da Câmara, Pastor Luiz Barbosa (PTB), durante encontro na prefeitura. Foi a primeira vez que os dois se reuniram oficialmente após a eleição da Mesa Diretora da Câmara.
Desde abril do ano passado a prefeitura já tem o dinheiro para construir as casas no Santa Cândida. No entanto, a demora do ex-prefeito Tuga Angerami (sem partido) em encaminhar o projeto à Câmara atrasou o início das obras.
O convênio com o governo federal prevê o repasse de R$ 978 mil para construção das 34 moradias. A contrapartida da prefeitura é de R$ 141 mil referente à desapropriação dos terrenos. “Temos que iniciar essa obra o mais rápido possível. Não dá mais para esperar e por isso eu vou pedir para os vereadores votarem esse projeto na sessão extra”, disse Rodrigo.
No Ivone, impasse continua
Rodrigo Agostinho explicou ontem ao presidente da Câmara, Luiz Barbosa, que o impasse no desfavelamento do Jardim Ivone continua.
O problema, segundo ele, é que a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) – órgão do governo estadual – exige que as 85 casas sejam construídas em regime de mutirão, idéia que não agrada o prefeito.
Os terrenos já foram comprados pela prefeitura por R$ 703 mil, mas ainda não foram repassados ao Estado.
“Nós ainda estamos avaliando essa questão, mas acho que regime de mutirão é complicado. Muitas famílias não têm condições de construir as casas. Enfim, eu acho complicado”, disse.
Rodrigo vai tentar conseguir recursos através de “outros” convênios para tirar o projeto do papel. Ele não detalhou se essa alternativa seria o governo federal. “Ainda estamos estudando e não tem nada definido.”
Rodrigo insistiu que espera ter a CHDU como parceira da prefeitura. “A gente quer fazer projetos com a CDHU. Nós temos áreas e eles têm o dinheiro. Esse tipo de parceria nós queremos, mas o problema nesse caso do Jardim Ivone é que existe uma série de situações que para nós demonstram que não é a melhor solução.”
Pastor se coloca à disposição
O presidente da Câmara, Pastor Luiz, se colocou à disposição do prefeito Rodrigo Agostinho “para ajudar no que for possível”.
“É importante que a gente sempre esteja conversando”, disse, durante rápida visita ao gabinete. O encontro pôde ser acompanhado pelos jornalistas.
Pressionado pelas acusações da Justiça de uso irregular do carro da Câmara, Pastor Luiz, indiretamente, respondeu aos críticos ao falar dos seus projetos para Rodrigo. “Vamos mostrar serviço. Vamos responder para a sociedade com trabalho”, afirmou, sem explicar exatamente a que estava se referindo.
Rodrigo repetiu que as portas do gabinete e de todas as secretarias sempre estarão abertas aos vereadores. “É só chegar aqui e falar onde está o buraco que nós vamos tentar fazer”, disse. Pastor brincou com a promessa. “Olha porque o que tem de buraco aí não é brincadeira.”
Fonte: redebomdia.com.br
Projeto do desfavelamento entrará na sessão extra
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