Liquidações transformam a rotina do Centro da cidade

Quem passou ontem de manhã pelo Centro de Bauru pôde notar um ambiente atípico. Não passava das 6h e as ruas já registravam trânsito. O Calçadão da Batista também estava movimentado, tudo porque as lojas de móveis e eletrodomésticos estavam, em sua maioria, abertas para as liquidações.

O auxiliar geral Roger Fernando da Silva, 21 anos, enfrentou mais de 24 horas de fila para aproveitar a 16ª os preços baixos. “Foi cansativo, mas a gente se divertiu. À noite teve até pagode”, diz.

Em menos de uma hora conseguiu comprar todos os itens que procurava. “Minha melhor compra foi o home theather, que de R$ 2.220 saiu por R$ 699”, conta.

Dentro das lojas, muita correria de olho nas ofertas. Cada consumidor cuidava das compras como podia. “Tive que amontoar tudo perto de mim”, conta o estudante Luís Maffei, 14, que, ao lado do irmão que se casa esse ano, comprou panelas de pressão, fogão, ventilador, forno microondas, dois DVDs, ferro e home theather.

Venda desse ano cresce 20%

Não restam dúvidas: as panelas de pressão foram a grande vedete das liquidações. Tanto que seu estoque acabou rapidamente. Era difícil encontrar um pessoa sem uma nas mãos.

A auxiliar de cozinha Tânia Aparecida Albino, 46, levou seis de uma vez, cada uma saiu por R$ 9. “Apenas duas são pra mim, o restante é para minha irmã e para uma amiga”, explica.

A liquidação do Magazine Luiza aconteceu nas 447 lojas participantes da rede. A campanha, com duração de 10 horas, atingiu a marca de R$ 70 milhões em vendas, valor 20% superior ao alcançado em 2008.

Em todo o Brasil, cerca de 2,3 milhões de itens foram comercializados. Eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos, móveis, brinquedos e presentes, provenientes do mostruário ou do estoque, estiveram à venda com até 70% de desconto.

A loja atua no mercado há 51 anos. Atualmente tem 13 mil funcionários.

Autônomos lucram com o corre-corre

E não foram apenas as lojas de móveis e eletroeletrônicos que lucraram com a liquidação de ontem. De carona com o dia de saldão, teve quem aproveitou a oportunidade para ganhar dinheiro.

Antônio Batista Lopes, 52, o “tio do cachorro-quente”, se instalou próximo às lojas para matar a fome de quem passou a noite na fila. “Trabalhei o dia todo no Calçadão Batista. Depois vim perto do pessoal e passei a manhã toda aqui”, diz.

Antônio trabalha nesse ramos há 13 anos e há cinco vende cachorro-quente nos dias de liquidação. “Acaba vendendo bastante, não contei o quanto”, conta.

E se valendo de uma brecha, pois nesses dias as lojas não fazem as entregas das compras, os carreteiros foram úteis para aqueles que não tinham como carregar as mercadorias, principalmente os produtos maiores.

Miriam Faria, 27, teve a idéia de aparecer com a sua pampa em frente às lojas. Resultado: em duas horas já tinha oito carretos agendados. “Para a gente essas liquidações são muito boas. Cobro, em média, R$ 15 para levar as compras”, explica.

Espedito Correia Silva, 62, há cinco ano faz carreto em dia de liquidação e confirma que vale bastante a pena. “Faturo demais”, diz.

Fonte: redebomdia.com.br

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