Noroeste ‘pisa na bola’ na estréia do Paulista

O Noroeste começou mal sua escalada no Campeonato Paulista 2009. O time perdeu o primeiro jogo na competição, ontem à noite, frente ao Paulista, no estádio Jaime Cintra, em Jundiaí, por 2 a 0, gols de Maisena e Freire, respectivamente, aos 39 minutos do primeiro tempo e aos 19 da etapa complementar.

O jogo teve certo equilíbrio, em determinados momentos de ambas as etapas. No entanto, o Noroeste pagou caro pela desatenção dos marcadores nos lances que originaram os gols do time de Jundiaí. A equipe de Bauru chegou a criar algumas oportunidades, mas sem causar grandes sustos à defesa do “Galo da Japi”, cujo goleiro, André Luiz, não teve grandes preocupações durante toda a partida.

“Pecamos nas finalizações”, resumiu o meia Luciano Bebê, em declaração à rádio 87 FM. “Tivemos certa desorganização no início, até porque não esperávamos que eles viessem com três volantes”, detalha o jogador. “Mas depois conseguimos maior qualidade e oportunidades”, analisa o meia, que lamentou a desatenção, fator unânime entre jogadores e comissão técnica como o “fiel da balança” para a derrota.

No segundo tempo, a equipe chegou até a ameaçar com certa contundência, principalmente no início da etapa complementar, mas sem resultados efetivos. Após cobrança de escanteio a favor do time da casa, lance originado após grande defesa de Fernando Vizzoto, que coloca para linha de fundo cobrança de pênalti, defendida no canto direito, a zaga noroestina novamente peca pela desatenção e não evita o segundo gol do Paulista.

Após a derrota, a equipe, comandada pelo técnico Ruy Scarpino, que retornou ainda ontem para Bauru, agora concentra esforços na preparação para enfrentar o Santos, domingo, no estádio Alfredo de Castilho.

Após o jogo, em entrevista por telefone ao Jornal da Cidade, o treinador lamentou as falhas defensivas, principalmente no segundo gol, originado após cruzamento, situação bastante enfatizada junto ao grupo, durante o último treinamento que o time fez, na véspera da estréia.

Jogo

Até pela ansiedade de estréia, as equipes iniciam a partida com uma postura precavida, e concentram os primeiros movimentos no estudo sobre o adversário. Mesmo quando se soltam, ambas têm dificuldades em criar jogadas de maior perigo. Aos 15 minutos, o Galo assusta a defesa noroestina, quando o zagueiro Freire arrisca uma meia bicicleta. Apesar da plasticidade do lance, a bola vai para fora.

Com dificuldade para avançar, os donos da casa, apesar de concentrarem a posse da bola, trocam passes na defesa, o que, apesar de ainda no início do jogo, irrita alguns torcedores no Jaime Cintra. O Noroeste, por sua vez, com seus volantes fixos no campo de defesa, investe pelas laterais, principalmente com Marcelo Santos, livre, chegando até a cair pela direita, e Marcinho aberto pela esquerda.

Aos 30, o meia recebe de Éder, mas bate para fora. Três minutos depois, Borebi desce com velocidade, também pela direita, e trama com Luciano Bebê, que devolve. No entanto, o atacante é travado pelo lateral Ramalho, que manda para escanteio. Luciano Bebê, aos 34 minutos, é o primeiro jogador do Noroeste a ser advertido com cartão amarelo.

Com 39 minutos, a zaga noroestina falha e assiste ao Paulista inaugurar o placar no Jaime Cintra, com Maisena. A defesa para e deixa o lateral direito de Jundiaí bater tranqüilo para o gol.

Ao menos no início da segunda etapa, o Noroeste mostra maior volume no ataque, que tem a entrada de Alessandro Cambalhota, no lugar de Diego. Logo aos dois minutos, o atacante, que volta após seis meses sem atuar em partida oficial, é acionado por Marcinho, mas manda para a linha de fundo. Marcelo Santos também tem boa chance, mas finaliza nas mãos do goleiro André Luiz.

O Paulista responde aos 10 minutos com Felipe Azevedo. Ele assusta noroestinos que representaram as cores alvirrubras no Jaime Cintra ao colocar a bola na rede, pelo lado de fora.

Aos 16 minutos, o árbitro assinala pênalti para o time da casa. O volante Júlio Terceiro, em atitude fora do lance de bola, puxa Felipe Azevedo. Alex Oliveira cobra e Fernando Vizzotto salva o Noroeste, com grande defesa, no canto direito.

O alívio durou muito pouco. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Freire joga um “balde de água fria” no ímpeto noroestino. Ele sobe mais que a zaga alvirrubra e cabeceia de forma certeira. Vizzotto ainda faz nova grande defesa, aos 21. Ele salva o time de levar o terceiro gol. Em saída providencial, ele tira a bola dos pés do atacante Zé Carlos, que assustaria a defesa noroestina em, pelo menos, outras três oportunidades.

Numa delas, acerta a trave. O Noroeste ainda tenta diminuir a diferença com investidas de Luciano Bebê , Viola (que entrou no lugar de Éder), Borebi e Alessandro, mas sem ocasionar grande perigo aos mandantes.

Fonte: jcnet.com.br

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