Oposição disputa o 2º poder da Câmara

Depois da presidência da Câmara Municipal de Bauru, nas mãos de Luiz Carlos Rodrigues Barbosa (PTB), o mais poderoso posto da Casa de Leis, a presidência da Comissão de Justiça, Legislação e Redação, está sendo disputada por dois membros da oposição. Nas sessões extraordinárias realizadas ontem, o grupo da situação teve de acompanhar a “briga” entre Marcelo Borges de Paula (PSDB) e José Roberto Martins Segalla (DEM) pelo cargo.

O segundo posto mais importante do poder, para alguns com amplitude de veto a pretensões do Executivo ainda maior que o da própria presidência do Legislativo, foi pretendido por membros da oposição. A bancada integrante do grupo situacionista teve, a rigor, apenas José Carlos de Souza Pereira Batata (PT) escolhido para a Comissão de Justiça, por onde passam, obrigatoriamente, todos os projetos de lei.

O restante da composição na comissão não é diretamente ligado ao prefeito. Ontem, os cinco membros da área de Justiça e Legislação foram escolhidos apenas para permitir a votação dos assuntos da pauta antes do fim do recesso (em 2 de fevereiro próximo). Além de Batata pelo PT, o DEM indicou Segalla; os tucanos (a maior bancada), Borges; o PP, Roberval Sakai; e o PPS, Amarildo Oliveira.

Após a formação, o grupo se reuniu em separado para a escolha do presidente. E como Segalla e Borges pleitearam a presidência, foi necessária votação. Segalla contou com o apoio de Amarildo e Borges teve o apoio de Sakai. No “desempate”, Batata preferiu dialogar com o tucano.

A disputa é apenas uma prévia do que estará por vir no início das sessões ordinárias em fevereiro. Presente na sessão, ontem, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) percebeu que pode não ter vida fácil na aprovação de projetos. Se a mesma divisão dos indicados da Comissão de Justiça de ontem se mantiver a partir de fevereiro, o Executivo terá de contar, de fato, com a boa vontade de pelo menos um integrante da oposição para os projetos não sofrerem barreiras.

A tendência é que Sakai seja mais próximo do governo, tendo na comissão a colaboração de Batata. Mas como é o presidente da comissão que nomeia a relatoria dos projetos, a composição de ontem mostrou que ou esse poder de direção estará nas mãos de um oposicionista do DEM ou do PSDB. Os partidos com maior número de vereadores têm preferência na indicação dos membros. A mesma configuração de ontem vai ocorrer em fevereiro, sendo uma vaga do PSDB, outra do DEM, outra do PPS, PT e PP.

Fonte: jcnet.com.br

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