Por duas vezes, Pastor Luiz contratou terceiro assessor

Além de responder a um processo criminal e a duas ações civis públicas por ser acusado de usar o carro da Câmara para fazer viagens particulares e falsificar notas fiscais afim de justificar os gastos, o novo presidente do Legislativo de Bauru, Pastor Luiz Barbosa (PTB), também tem como característica contratar aliados para cargos em comissão (sem concurso público).

Só durante a última legislatura, ele, por duas vezes, conseguiu dar emprego para dois apadrinhados. Cada um ganhava R$ 1,9 mil por mês.

Na primeira vez, em 2005, Pastor Luiz negociou o seu voto para o então vereador Antônio Garms (PTB) – que venceu a eleição à presidência – em troca da nomeação do também pastor Luiz Salém como assessor de gabinete. Apesar de ser contratado por Garms, Salém trabalhava somente para Pastor Luiz.

Em novembro de 2005 o BOM DIA revelou o esquema. O próprio Salém, sem saber que era gravado, admitiu trabalhar para o “amigo”. “Sou contratado pelo presidente, mas na verdade ajudo o pastor”, disse.

Dois meses depois da divulgação da gravação, Garms exonerou Salém.

Em março de 2007, após novamente ter negociado seu voto em Paulo Madureira (PP) em troca de poder contratar o chamado “terceiro” assessor, Pastor Luiz nomeou para o seu gabinete o advogado Pedro Carlos do Amaral Souza.

Mais uma vez a tentativa deu errado porque o funcionário deveria trabalhar na TV Câmara cumprindo funções burocráticas e não diretamente no gabinete.

Após o Ministério Público abrir investigação, Pastor Luiz demitiu o funcionário.

Oito cargos de livre nomeação

Como presidente da Câmara, o vereador Pastor Luiz Barbosa (PTB) terá oito cargos para nomear “aliados”. Todos vão ser contratados por livre nomeação, ou seja, não prestam qualquer tipo de concurso público para começar a trabalhar.

Os salários variam de R$ 2,3 mil – para assessores de gabinete – até R$ 5 mil para chefe de gabinete.

Normalmente esses cargos são usados para barganhar votos durante o período de negociações das candidaturas, mas como Pastor Luiz foi cooptado pela base governista na última hora para ser o presidente, ele deverá ficar com a maioria das nomeações.

Além dos dois assessores do seu gabinete, Pastor Luiz poderá contratar ainda uma secretária para a presidência, com salário de R$ 2,5 mil por mês, e mais dois funcionários exclusivos do presidente (R$ 2,3 mil mensais).

Os cargos mais cobiçados são os que têm salários maiores. É o caso, por exemplo, do chefe de gabinete, cujo salário quase iguala a que ganha um vereador (R$ 5,1 mil).

O diretor da TV Câmara também não fica atrás. São R$ 3,5 mil mensais. O presidente poderá contratar ainda um assessor de imprensa (R$ 2,3 mil), um consultor administrativo financeiro e um consultor jurídico (R$ 3,5 mil).

Fonte: redebomdia.com.br

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