Destaque do time da Universidade do Norte do Alabama, pela performance apresentada durante a disputa da segunda divisão da Liga Universitária Norte Americana na última temporada, a atacante Tássia Gimenez Augusto, que passa férias na casa dos pais no distrito de Jacuba, em Arealva, foi recentemente sondada para atuar na elite universitária dos Estados Unidos.
A atacante, de 23 anos, foi procurada neste mês pela treinadora Márcia Oliveira, que, na próxima temporada, estará a frente de uma equipe do estado de Dakota do Sul, para a disputa da primeira divisão da Liga Universitária.
Tássia, que, no início da carreira, entre outros times da região, chegou a defender o time feminino do Bauru Tênis Clube (BTC), recebeu, semana retrasada, um telefonema da treinadora, que, após ler reportagem sobre a jovem, publicada mês passado, no Jornal da Cidade, se interessou no potencial da jogadora.
Apelidada nos Estados Unidos de “Score Machine” (“Máquina de Gols”, em português), Tássia encerrou a temporada 2008 com a respeitável marca de 18 gols em 20 partidas, o que lhe rendeu, além do status de artilheira da competição, uma vaga na seleção do campeonato, composta pelas 11 melhores de cada posição.
Apesar do prestígio ao ser cogitada para jogar na primeira divisão, Tássia, entretanto, descarta uma guinada para esse campeonato universitário já na temporada 2009. Sua permanência no Alabama, ao menos para a próxima temporada, está garantida, de acordo com a jogadora, em virtude dos trâmites exigidos para transferências, nesses moldes, em atletas nos Estados Unidos.
Ela explica que, em caso de mudança de equipe, particularmente no futebol universitário, é exigido o período de espera de um ano para a conclusão da transferência. No entanto, como a atacante está prestes a colar grau - está no último ano de Educação Física, com especialização paralela em Jornalismo - a guinada, desta forma e imediatamente, à primeira divisão, fica impossibilitada. “Fiquei muito feliz com a ligação. Mas, no momento, não será possível”, lamenta. “Para me transferir, teria que estar no segundo ano”, detalha.
Mesmo assim, assegura, o contato com a treinadora será mantido, até mesmo para possíveis mudanças de ares no futuro. Nos Estados Unidos há 18 anos, Márcia Oliveira tem alto conceito entre os praticantes do “soccer” e, além de comandar, a partir de 2009, um time da primeira divisão da Liga Universitária, é ‘braço direito’ de Jorge Barcelos, treinador da Seleção Brasileira de futebol feminino.
“Sou a única técnica brasileira em universidade de primeira divisão aqui. Ele (Barcelos) tem em mim uma amiga, assistente e conselheira sobre o futebol feminino nos Estados Unidos”, detalhou a treinadora, em contato, via email, com a reportagem do JC. Sobre a atacante, a treinadora se diz impressionada, independentemente ao fato de Tássia ter atuado no segundo módulo de disputa do futebol universitário. “O nível da segunda divisão é inferior, mas, mesmo assim, quem é bom é bom”, atesta. “A estatística dela é boa”, observa Márcia, que estudou na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru entre 1988 e 1990 e tem vários amigos na cidade.
Fonte: jcnet.com.br
Futebol Feminino: Tássia pode atuar na 1ª divisão universitária americana
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