A crise econômica que promete derrubar as taxas de crescimento do país em 2009 exigirá esforço dos setores público e privado para racionalizar custos e enxugar desperdícios.
É o que afirma o secretário Guilherme Afif Domingos (Emprego e Relações do Trabalho), para quem o setor automobilístico experimenta um ‘boom’ irracional de crédito nos últimos anos.
“Isso vai exigir tanto do setor público, como do setor privado, um trabalho de enxugamento de desperdício. Ou seja, eliminar gorduras. Nós tivemos nos últimos dois anos um certo inchamento. O setor automobilístico, por exemplo, vai voltar a patamares de vender carro a 36 meses, em vez de 80 meses, que é uma irracionalidade. Os mercados tendem a uma racionalidade. E haverá um acomodação do patamar de crescimento. Se vai manter em 4% ou 3%. Para nós, que passamos quase uma década crescendo a 2%, não vamos sentir tanto quanto nos Estados Unidos, que passaram a vida inteira se alimentando de crédito. Nós, até algum tempo atrás, não tínhamos crédito. Tanto é que para comprar carro havia consórcio, pois os financiamentos eram de 24 meses.”
Afif acredita que o Brasil tem vantagens nos momentos de turbulências globais em relação aos demais países emergentes.
“Então, não existe nada no nosso manual pelo qual não tenhamos passado e para o qual não tenhamos solução. Esta é a vantagem do Brasil em relação aos outros países. Estou entendendo que este processo vai colocar à prova nossa criatividade.”
Fonte: jcnet.com.br
Secretário prevê ‘corte de gorduras’ na economia
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