O prefeito eleito de Bauru, Rodrigo Agostinho (PMDB), já pode respirar aliviado com o destino do seu partido em 2010. Em âmbito municipal, o peemedebista se aliou ao PT que teve papel importante na sua eleição. Porém, o PMDB havia apoiado a candidatura de Gilberto Kassab (DEM) na eleição da capital, se aproximando ao PSDB de José Serra.
Havia temor de que esse alinhamento do ex-governador Orestes Quércia sinalizava de o PMDB coligar-se ao PSDB, num eventual apoio à candidatura presidencial de José Serra (PSDB). Mas os principais caciques peemedebistas querem ficar dos dois lados na sucessão presidencial. Isso significa que as coligações PMDB e PT vão ser mantidas nos municípios, como é o caso de Bauru.
O partido está bem dividido em todo o País. Há seções estaduais que apóiam o PT e o PSDB. Mesmo se Quércia se aliar a Serra não deve dificultar os acordos nos municípios. Há poucos dias, o presidente do diretório municipal do PMDB de Bauru, Alex Gasparini, já adiantava que dificilmente uma decisão de cúpula obrigaria nos municípios os peemedebistas a deixarem a aliança com o PT.
Os principais caciques peemedebistas acreditam que o PMDB não fará aliança com nenhum dos dois lados da disputa. Essa é a estratégia de o partido não ter candidato próprio à sucessão, mas deixar “liberadas” as lideranças regionais.
Uma das explicações para essa tática é o fim da verticalização. Assim o PMDB se adapta a uma estratégia de sobrevivência que lhe permite, nas eleições nacionais, fazer acordos variados nos Estados.
Fonte: jcnet.com.br
PMDB ‘em cima do muro’ tende a ajudar relação política de Rodrigo
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