Domingo de lojas e sacolas cheias

No último domingo antes do Natal, os principais pontos comerciais de Bauru ficaram lotados. Parece que o medo provocado pela crise econômica mundial não chegou aos consumidores. Pelo menos foi o que deu para sentir percorrendo o Calçadão da Batista de Carvalho, a avenida Getúlio Vargas e o Bauru Shopping Center. Lojas e sacolas cheias. Esse era o cenário ontem à tarde nesses pontos, principalmente no Calçadão e no Shopping.

A movimentação de consumidores, segundo estimativa de Luiz Otaviano Machado, presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), e de Evandro Manflin, coordenador da setorial Asa Sul da Associação Comercial de Bauru (ACIB), chegou próximo a 80 mil pessoas ontem, superando a marca da semana passada, de 60 mil pessoas.

A expectativa é ainda melhor para os próximos dias. Otaviano acredita que hoje, amanhã e quarta-feira, as ruas da cidade atinjam o ápice de ocupação. A previsão é de cerca de 100 mil pessoas em cada um desses dias. Segundo ele, o costume do brasileiro de deixar tudo para a última hora justifica essa expectativa. Em termos de vendas, os lojistas trabalham com a hipótese de um aumento no faturamento de 8% a 10% em comparação ao ano passado.

A correria nesses dias que antecedem o Natal está tão intensa que Keila Soares, proprietária de uma loja de brinquedos no Centro da cidade, diz que entrou em um regime forçado. “Não está dando tempo de almoçar nem de jantar”, comenta ela, enquanto a fila no caixa da loja vai aumentando por causa da sua ausência para falar com a reportagem. Segundo ela, o movimento tem sido intenso todos os dias e o estoque da loja está chegando ao fim.

A responsável pelo caixa de uma loja de vestuário na avenida Getúlio Vargas, Magali Ramos Ferreira, acredita que o faturamento este ano deverá se igualar ao do ano passado. Segundo ela, as vendas estavam um tanto fracas até a última quinta-feira. Mas com a liberação da segunda parcela do 13º salário na sexta, as coisas melhoraram bastante.

O fim de semana foi bastante movimentado e ela acredita que nos próximos três dias as vendas vão crescer ainda mais. “Todo ano é assim: as pessoas deixam para comprar na última hora“, lembra.

O efeito da segunda parcela do 13º salário nas vendas foi generalizado. Marcia Regina de Angelo, gerente de uma loja de calçados localizada no piso inferior do Bauru Shopping Center, também comentou que o movimento de consumidores cresceu desde sexta-feira. E a tendência é aumentar ainda mais nos próximos dias. Prevendo vendas aquecidas até o Natal, Marcia aposta num 2008 melhor do que 2007. Segundo ela, o crescimento será discreto, mas não deixa de ser um crescimento.

De acordo com estimativa do supervisor de segurança do Shopping, Antônio Carlos Fagundes da Cruz, cerca de 30 mil passaram pelo local ontem. Segundo ele, a estimativa leva em consideração a movimentação de veículos no estacionamento do Shopping.

De última hora

A vendedora Patrícia Gomes de Souza foi um dos milhares de consumidores que deixaram para comprar os presentes na última hora. Ontem, ela circulava pelo Calçadão da Batista de Carvalho com vários pacotes na mão, acompanhada pela filha Gabrielle, de 7 anos. “Falta tempo, eu trabalho a semana toda. Estou aproveitando o último domingo antes do Natal para fazer as compras”, explica.

Mas a família é grande e um dia foi pouco. Patrícia terá de voltar às lojas hoje à noite, quando deverá zerar a lista de presentes. Apesar de ter deixado para a última hora, ela disse que não está tendo dificuldades para encontrar o que precisa.

As professoras Vera Rafacho e Cibele Rafacho, mãe e filha, também decidiram enfrentar o sol quente de ontem à tarde para sair às compras no Calçadão. Segundo Cibele, ela só não comprou antes porque estava esperando o pagamento do 13º salário. Também integrante de uma família numerosa, terá de voltar outro dia para buscar a segunda remessa de presentes. Com tantos pacotes, ela prevê uma árvore de Natal farta, com muitos presentes espalhados ao redor.

O professor universitário Vitor Brumatti e a farmacêutica Fernanda Brumatti também deixaram as compras para a última hora. A vida corrida, com trabalho de manhã, tarde e noite, foi apontada por eles como a principal responsável. Em pouco mais de uma hora no Shopping, compraram tudo o que estavam precisando. “Saímos de casa com tudo planejado, já sabíamos os presentes que iríamos comprar”, disse Fernanda, com as mãos cheias de sacolas.

Fonte: jcnet.com.br

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