Em clima de fim de festa, 12 vereadores da atual Legislatura já iniciaram a limpeza de suas gavetas, armários e gabinetes na Câmara de Bauru.
Hoje eles participam da última sessão ordinária de 2008. Depois, só voltam ao plenário se forem convocados para votações extraordinárias. Caso contrário, deixam, mesmo que temporariamente, os holofotes da vida pública.
Alguns se “aposentam” por vontade própria, como é o caso de Futaro Sato (PMDB), Primo Mangialardo (PV), Antônio Carlos Garms (PTB) e Salvador Afonso (PDT).
Outros no entanto saem de cena após ser reprovados nas urnas. Para Benedito da Silva (PSDB), Majô Jandreice (PC do B), Paulo Madureira (PP), Lima Júnior (PP), Paulo Eduardo (DEM), João Parreira (PSDB) e José Clemente Rezende (DEM) a despedida é bem mais dolorosa.
Rodrigo Agostinho (PMDB) também se despede do Legislativo, mas para assumir a prefeitura.
A sessão de hoje também marca o fim de uma era no Legislativo. A maioria dos que se despedem hoje é vereador há pelo menos oito anos.
“Quero curtir a vida com a minha família, meus filhos, meus netos, meus amigos”, diz Futaro. “Procurei fazer as coisas corretas, de forma digna. Agora acabou”, completa Salvado Afonso.
João Parreira (PSDB), vereador com mais tempo de emprego na Casa (26 anos) se negou a comentar o futuro ao BOM DIA. “Não tenho nada para dizer sobre isso”, afirmou ele, que depois de perder a eleição disse ser um “leão sem dentes”.
Projeto é tentar voltar em 2012
Apesar de não conseguir a reeleição, os vereadores que deixam o Legislativo em 31 de dezembro descartam abandonar a vida pública.
É o caso de Arildo Lima Júnior. Ele ressaltou que vai seguir a carreira como advogado, mas que não pode deixar a política pela “boa votação” que teve.
“Não posso falar de forma alguma que não vou me envolver, principalmente pela votação que tive de mais de dois mil votos”, observa.
Paulo Eduardo diz que tem a “política na veia” e, por isso, deverá tentar voltar à Câmara em 2012. “Isso já nasce com a pessoa.”
Primo Mangialardo tenta convencer o PV que tem chances reais de ser deputado estadual daqui a dois anos. “Não tem como deixar a vida pública tão rápido. Tenho compromissos com a população de Bauru.”
José Clemente Rezende (DEM), candidato a vice-prefeito na chapa derrotada de Caio Coube (PSDB), é mais cético. “Eu tinha o objetivo de ser vereador por dois mandatos e consegui”, diz.
Fonte: redebomdia.com.br
Última sessão do ano hoje marca o fim de uma era no Legislativo
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