Mãe ganha fralda da filha na Justiça, mas não leva

Depois que ganhar na Justiça o direito de receber do município 180 fraldas geriátricas para três meses de uso pela filha adotiva de 6 anos – portadora de paralisia cerebral –, a dona de casa Denilza Pereira Dias, 28 anos, reclama ter sido atendido só no primeiro mês.


De acordo com ela, há mais de 10 dias procura a Unidade Básica de Saúde do Jardim Godoy, onde foi informada não ter previsão de recebimento das fraldas.

“Estou usando pano na Giovanna [Giovanna Vitória Dias, filha com paralisia cerebral], mas não venço trocar. As necessidades dela são como as de um adulto. Não tenho condições de comprar.”

Segundo Denilza, Giovanna Vitória usa em média cinco fraldas por dia. Cada pacote, com 12, custa cerca de R$ 16. Por mês, a dona-de-casa teria que gastar pelo menos R$ 200.

“Já tenho muita despesa com remédios e meu marido, que estava desempregado, conseguiu trabalho apenas neste mês como servente de pedreiro”, explica.

Na casa simples localizada no Jardim TV, Denilza vive, além do marido, com mais duas filhas, uma de três anos, outra de um mês e seus pais. “Todos ajudam a cuidar de Giovanna. Ela é uma criança esperta, linda maravilhosa.”

Denilza informou, que Giovanna foi deixada pelos pais, que raramente procuram saber notícias.

“Depois de receber pelo município, o Estado deve me fornecer as fraldas por mais três meses”, conta.

Outro lado

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da assessoria de comunicação da prefeitura, informou que o processo para o restabelecimento do fornecimento de fraldas nas Unidades Básicas de Saúde está em andamento e “o produto deverá ser entregue à paciente Giovana Vitória Dias, o mais breve possível.”

Fonte: redebomdia.com.br

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